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segunda-feira, outubro 03, 2011

CRIATURA

Senti a noite como não queria,
Um escuro piscar do luto
como um "amor-cria" imundo
Vendo a Lua de cara suja que surgia
o vento como um susto
que um sono inteiro criava,
senti a noite que ria,
senti o que ela sempre dizia:

Você é cria minha !!


Helio Andrade

sábado, abril 16, 2011

Lágrimas


Lágrimas...
Corpo, siga meus passos!
deixe o caminho passar
no futuro, presente e passado...
olhos, vejam a paisagem mudar...
segundos o tempo absorve
memórias tendem a divagar...
alcunha da vida é a morte
preciso de sorte para despertar.
Lágrimas saltam,
não suportam mais dor...
globos da face, janelas da alma,
universo da mente, infinito amor...

Herik Rocha

sábado, janeiro 29, 2011

 TIRA OLHO, mais um do sertão.

Papo Amarelo era seu nome, cangaceiro de grande fama no sertão pernambucano, fiel ao bando, em primeiro lugar a lampião, respeitador de Maria Bonita e mal visto pelos coroneis de fazenda e engenho, as volantes de “macacos” grunhiam seu nome enquanto vinham da capital atráz de suas cabeças. Não muito baixo, mas troncudo, atarracado, cabelo grande, desgrenhado, sempre com olheiras decorrentes das noites atentas ao impreciso, pele branca, avermelhada pelo sol forte, aparentava uns 40 anos, mas tinha 30, sempre com suas roupas de couro claro, alpargatas escuras e borneis floridos bordados por Zefinha, sua companheira, possuia a voz rouca e forte, de fala rápida, tipico de quem é acostumado a gritar, liderar, possuia esse nomepor causa do seu rifle Wintchester papo amarelo que era sua fiel parceira e nunca lhe deixava desamparado. Era dono de um semblante eternamente sério que era intensificado pela cicatriz funda e grande que possuia acima da testa.
Não media as palavras, tinha a personalidade forte, carater duvidoso, justo com as discordias internas do grupo, tinha rancor do ricos que tinham terras a perder de vista, porque ele cresceu como bastardo em uma grande fazenda e dividia espaço com os cabritos ao mesmo tempo que sonhava com uma varanda florida em que pudesse brincar e depois descansar com sua mãe em uma rede.
Apelidado por uns como “tira olho”, pois era assim que fazia com seus desafetos, depois de imobiliza-los tiravam-lhe os olhos como um abutre sedento. Foi morto no mesmo dia que o resto do bando, deixando sua cabeça como um souvenir macabro para a posteridade, assim como ficam para posteridade, as várias histórias nordestinas que nada mais são do que outros souvenirs macabros, que ano após ano permeiam nosso imaginaram como se fossem páginas criadas de algum livro velho esquecido ou nas páginas versadas de algum cordel, mas na verdade são vividas, choradas e sangradas.

Helio Andrade

sábado, janeiro 30, 2010


As Orquideas sentem inveja do meu coração de ferro e dos meus circuitos frios e calculistas, acho que é porque não preciso do Sol brilhante delas, odeio-as pela presunção, queria que todas fossem sinteticas.

Helio Andrade

domingo, junho 01, 2008

A IMPUREZA DA CONQUISTA


Hoje, 60 anos após sua morte, as cinzas da Grande Alma,

o Mahatma Ghandi, foram jogadas ao mar

“ A bíblia tem quarenta e cinco capítulos

Tratando da preparação do povo judeu

Para a travessia do deserto”

SILAS MALAFAIA EM SEU PROGRAMA DE TV DIÁRIO


“ Proclamar as próprias convicções,

notadamente diante das criaturas que se nos façam adversas,

é coragem da fé, no entanto,

semelhante afirmação de valor não se restringe a isso.”

MÃOS UNIDAS
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
PELO ES
PÍRITO DE EMMANUEL


“ As Palavras Me Escondem Sem Cuidado”
MANOEL DE BARROS

Existe na conquista, uma brutalidade sem tamanho. A simples pretensão de ter o outro já indica a intenção de pô-lo a disposição de nossas crenças, verdades e/ou caprichos. Conquistar é por o outro sob o julgo da nossa vontade e esta é a maior de todas as verdades, pois é nossa, aflora vinda de nossas mais profundas entranhas e gera o famigerado desejo – Um pecado herdado do criador.

Existem diversas formas de conquista. A História Universal, nos mostra com detalhes o sangue, as flores, os idílios, as paixões e a solidão das conquistas.

Uma das mais violentas e covardes formas de conquista é a religiosa. Aqui é que se pode encontrar uma força e coragem portentosa na arte de subjugar, pois que desconsiderando a etnia, a cultura, a crença e a paixão do outro, avança sobre este e o ataca com a força dos leões se for preciso impor força física, com a sutileza de Íago se forem necessárias a farsa e a falsidade precisa, com a leveza de Jesus, Gandhi e Madre Thereza de Calcutá se a tática for necessária a inclusão da total força dos sentidos e máxima exploração do subjetivo e ainda, se a força física, a sutileza da falsidade precisa e a leveza da exploração do subjetivo falharem, haverão de convocar a fé advinda da esperança na espera, o sagrado proveniente dos testamentos, a predestinação e o livre arbítrio, força maior de um milagre da imaginação de Santo Agostinho.

A mais linda das conquistas é aquela que se privilegia do amor. Mesmo este sendo um sentimento de poder, é possível que seja puro das intenções e das nervuras criadas pela vontade religiosa. E assim, através da pureza d´alma vai se dando, numa inter relação de trocas, num refluxo intermitente entre o dar e o receber, que confundem a razão, tornando-a subjetiva e apaixonantemente sublime para duas ou mais relações interpessoais.

Na mais linda das conquistas encontramos o ambiente da paixão sublimado no universo do amor com a individualidade preservada. As texturas da paixão e as ações do amor não extinguem, não deturpam, não destroem e não desconsideram as características antropológicas do outro.

É milenar a necessidade de poder. Esta vontade antecede o que se chama de civilização e talvez tenha sido a mola da gestação do que se conhece como Estado. O poder se dá diante do avanço por sobre o outro. Este avanço pode ser político, econômico e social e se relaciona com a religião, com a etnia, com a cultura e com a educação e é na capacidade de se inter relacionar com a diversidade destes micro universos de poder que se dá a conquista. O processo sempre foi laico e assim sendo foi sempre confuso e diluído no que se ousou chamar de amor, pois as religiões sempre estiveram enterradas até o pescoço no esforço de se mostrarem assim – a mais perfeita entrega a uma divindade salvadora que é a pureza do amor – nesse mote e a galope avançaram por sobre o homem e suas fraquezas e foram e são ainda a maior de todas as causas de guerras no mundo inteiro pelo simples corriqueiro fato de serem uma capa, um artifício de poder, desde a sua macrorelação com o Estado até a sua micro relação com o ser humano.

Este texto tem a arrogância da conquista pois dilui-se da intenção de falar do açoite que representa este passo e perde-se na articulação e na estratégia estilística de sua construção pois que se utiliza da mesma forma e formato dos grandes conquistadores. É como Splenger fala, o conquistado absorve a força e táctica do conquistador.

Não me arremesso a ser o certo por este texto, pois que, não me encontro com a certeza absoluta dos “fundamentalistas”, aliás tanto quanto o cantor............, eu tenho medo, quase pânico de quem tem muita certeza.

Este texto segue o poema “ Heresia” que foi enviado a meus amigos do Orkut e a minha lista de e-mail.Houveram muitas críticas. “ Heresia” é só um poema e este é só uma crônica e pode ser sim, que minha ‘ descrença entorte a minha visão da experiência religiosa e que o ato de fé seja sempre por mim retratado como uma manifestação a sr lamentada da grotesca miséria humana”, assim, como Veríssimo fala de Felini, em Banquete Com Os Deuses, mas tal corrupção se dá com o fim da sutileza, da inocência e vem ainda do senso de desamparo, ainda citando e roubando as palavras de Veríssimo, que adquiri com a paixão pela História. Meu texto exorciza minha revolta e nojo e pedir e ou exigir que as imagens, texturas e pensares que crio sejam outros é pedir mais, do que eu quero e posso, dar.

quarta-feira, janeiro 23, 2008

Valdemir Jose da Costa I

Manual prático de como se fazer um poema em dez lições:

1ª. Lição: O poeta precisa se desligar do mundo, ficar em coma, de preferência físico, mas se não der pode ser alcoólico. Escrever como se estivesse em uma cadeira elétrica e se eletrocutasse a cada 5 segundos.

2ª. Lição: O poeta não pode ter medo de nada, o poema precisa ser poderoso, meio mafioso, o poeta precisa escrever como se estivesse se afogando em algo gostoso.

3ª. Lição: O poeta precisa escrever algo diferente, inusitado e ao mesmo tempo algo que todos conheçam. Algo perfeito e raro como um diamante ou prático e comum como um rolo de barbante.

4ª. Lição: O poeta precisa ser incisivo, específico e ao mesmo tempo superficial. Falar de um assunto sem dizer coisa alguma e ser compreendido, falar de vários assuntos com o mesmo tema ou variar o tema, mas manter o assunto. Ser prolixo sem falar absolutamente nada.

5ª. Lição: O poeta precisa sair do nada e ir em direção ao infinito. Não se importando se no final o poema ficará feio ou bonito, na verdade o poeta não pode se preocupar nem com a sua própria vida.

6ª. Lição: O poeta não pode ter escrúpulos, não poupe ninguém, mate todos no final, afinal! Estamos em guerra contra o aqui e o agora. Não pense, nem mire, só atire. Se acertar tudo bem, se não vá embora.
7ª. Lição: O poeta não precisa entender o poema, poema não precisa ser entendido, nem explicado. Poema é para ser sentido, cheirado, comido, como olhos de peixe, manga madura e jiló. Poesia é pimenta! Não é alimento, não sustenta, como leite em pó.

8ª. Lição: O poeta deve desconfiar de tudo, o poema precisa ser sujo. Ser bosta na forma de adubo. Sórdido como o vôo perfeito do super-men, sagrado como NY, São Paulo, Greenwich e Jerusalém.
9ª. Lição: O poeta precisa ser sem vergonha, fumar maconha, injetar na veia, ouvir o canto da sereia, andar pelado, nadar suado, se embriagar com o nada e se afogar no vazio.
10ª. Lição: O poeta não pode procurar a verdade, ele precisa ser a verdade, maciço com como o granito, mole como pipoca. Ser de rio e de mar como uma pororoca.

Na verdade o poema verdadeiramente poético é superficialmente abissal, metodicamente visceral, é o arquétipo de si. É o bem e o mal mastigados na boca de um dragão. É a antítese do sim, mas não é um não.


Bloco domiciliar cinco Meriti, Estado Continente Rio de Janeiro, 06 de
Janeiro de 3495.
Valdemir Jose da Costa

sábado, dezembro 22, 2007

FANZINES

CORAÇÃO DE PAPEL

Vocês sabiam que houve uma época que não havia celular e tínhamos que ir para as ruas sem nenhum tipo de contato com ninguém? No máximo havia o Pager... Lembram? Lembram das fichas dos orelhões? Vocês lembram que antigamente não podíamos fazer cópias piratas de discos de vinil na nossa casa? Tínhamos que economizar nossos cruzeiros e cruzados para comprar o ultimo lançamento do nosso artista preferido? Ou no máximo gravar numa fita Basf? E vc´s lembram que antes dos blogs havia uma coisa chamada fanzine e que quando alguns malucos (isso me inclui) queriam “disseminar” cultura ou algumas idéias peculiares tinham que arrumar folhas de A4, grampeador, tempo, pesquisar textos em livros, criar textos, conhecer pessoas que também tinham textos, criar uma arte (as vezes de gosto duvidoso) e o mais interessante... Essas pessoas tinham que levar esse Frankenstein de papel ao encontro das pessoas... Isso mesmo... não eram elas que procuravam, nós que tínhamos que ser chatos e oferecer para os outros. Bom gostaria de prestar uma homenagem a todos os fanzines que ganhei e a todos os donos de fanzines que sempre buscaram expandir suas mentes no papel e expandir a mente dos outros pelo mundo afora. Abaixo fotos de alguns fanzines de um “distante pouco tempo”.

Um grande Salve para

SAGARANA (Ângela Nobre)

FOLHA CULTURAL PATAXÓ

POESIA E COMPANHIA (Thiago Mattos, Raquel e Reynaldo).

GAMBIARRA PROFANA

ATITUDE !

CENTRO DE INTERCAMBIO CULTURAL “MARTÍ POPULAR”

CAROÇO

INVASOR

Entre Outros


Helio Andrade

terça-feira, setembro 18, 2007

ANDRÉ BRITO II

Revolucionários Africanos

Revolucionários Africanos

Durantes centenas de anos, o imperialismo europeu saqueou povos e se apoderou dos recursos naturais de diversas regiões do continente africano. O legado deixado por esta absurda exploração, resultou para milhões de pessoas daquele continente, em miséria, fome, doenças, guerras civis, rivalidades étnicas, ditaduras e dependência econômica, até os tempos atuais.

Porém, há que se lembrar dos mais ilustres filhos da África, aqueles que lideraram um processo de resistência contra o colonialismo, a partir das décadas de 1950, 60 e 70. Nomes como Patrice Lumumba, Amílcar Cabral, Agostinho Neto e Steve Biko são imortais. Eis um pouco da história deles:

Patrice Lumumba

: Líder nacionalista africano e expoente da independência da atual República Democrática do Congo, liberto em relação à Bélgica. Fundou o MNC (Movimento Nacional Congolês) em 1958, sendo Primeiro-Ministro do país de junho a setembro de 1960. Passadas apenas dez semanas após sua eleição, seu governo foi derrubado, num golpe de estado e este herói vem a ser preso e assassinado sob tortura, em janeiro de 1961 pelas elites tribais apoiadas pela CIA dos EUA.

Amílcar Cabral

: Formado pelo Instituto Superior de Agronomia, em Lisboa, funda o PAIGC - Partido Africano para a Independência da Guiné e do Cabo Verde, em 1959. Quatro anos mais tarde, em 1963 se inicia o processo de guerrilha de libertação nacional contra o colonialismo de Portugal. Em janeiro de 1973, Amílcar Cabral é assassinado na capital Conacri, por dois membros inimigos inflitrados de seu próprio partido. Após sua morte a luta se intensifica e a independência de Guiné-Bissau é proclamada em Setembro do mesmo ano.

Agostinho Neto

: Médico angolano, formado em Lisboa, que em 1975 se tornou o primeiro Presidente de Angola até 1979. Ganhou em 1976 na União Soviética o Prêmio Lênin da Paz. Desde 1962, foi presidente de honra do Movimento Popular pela Libertação de Angola (MPLA), guerrilha marxista-leninista que lutou até a vitória contra o colonialismo de Portugal.

Steve Biko

: Líder do Movimento de Consciência Negra da África do Sul, morreu sob tortura, enquanto estava preso pela polícia sul-africana em setembro de 1977. Disse Nelson Mandela sobre ele: "Eles tinham que matá-lo para prolongar a vida do apartheid".

Eis agora um trecho de um poema de Agostinho Neto:


O Choro de África



O choro durante séculos
nos seus olhos traidores pela servidão dos homens
no desejo alimentado entre ambições de lufadas românticas
nos batuques choro de África
nos sorrisos choro de África
nos sarcasmos no trabalho choro de África


Texto por
ANDRÉ BRITO

sexta-feira, agosto 17, 2007

ANDRÉ BRITO I

Sobre a Guerra do Iraque

Vivenciamos há 4 anos, certamente, um dos maiores crimes da humanidade. Já passam dos 700 mil o número de iraquianos vitimados pela bestialidade imperialista norte-americana, que vem perdurando de 2003 a 2007.
Com o pretexto mentiroso da presença de armas de destruição em massa no Iraque, o governo fascista de Bush dos EUA, invadiu aquela nação, derrubou o regime de Saddam Hussein e se instalou lá. Desde então, detendo a maquinaria de guerra mais forte do planeta, os yankees vem promovendo um verdeiro genocídio contra homens, mulheres, crianças e idosos iraquianos. Assim, eles sim, os norte-americanos é que estão utilizando armas de destruição em massa, através de bombardeios, despejo de napalm em cidades, fora a violação de direitos humanos e da violência individual contra cidadãos do Iraque. Igualmente, vem ocorrendo também por parte dos invasores, o acirramento do ódio entre os grupos islâmicos sunitas contra xiitas e a permissão do saque de tesouros arqueológicos da Mesopotâmia, um crime histórico e algo asqueroso. E toda essa covardia e genocídio tem um motivo principal, que é a elite norte-americana se apoderar das reservas de petróleo e dos recursos naturais do Iraque.
Entretanto, há a heróica resistência do povo iraquiano, que não desiste e luta contra os invasores de seu país com orgulho e até a morte. Já chega perto dos 4 mil, o números de caixões mandados de volta para os EUA, entre soldados e oficiais abatidos, pelos libertadores da nação Iraque.

Viva a Gloriosa Resistência do Iraque e também do Afeganistão! Abaixo o Imperialismo!


ANDRÉ BRITO

sábado, junho 09, 2007

KARL MARX

Karl Heinrich Marx (Tréveris, 5 de maio de 1818 — Londres, 14 de março de 1883) foi um intelectual alemão considerado um dos fundadores da Sociologia. Também podemos encontrar a influência de Marx em várias outras áreas tais como: filosofia, economia, história já que o conhecimento humano, em sua época, não estava fragmentado em diversas especialidades da forma como se encontra hoje. Teve participação como intelectual e como revolucionário no movimento operário, sendo que ambos (Marx e o movimento operário) influenciaram uns aos outros durante o período em que o autor viveu.

Atualmente é bastante difícil analisar a sociedade humana sem referenciar-se, em maior ou menor grau, à produção de Karl Marx, mesmo que a pessoa não seja simpática à ideologia construída em torno de seu pensamento intelectual, principalmente em relação aos seus conceitos econômicos.

CLIQUE AQUI E CONHEÇA MAIS SOBRE ESSE ÍCONE DO PENSAMENTO ECONÔMICO E SOCIAL.



sábado, abril 14, 2007

ANDRÉ B. COSTA I

Parabenizando La Carta Entrelinhas, espaço cultural e democrático (atualmente algo raro), eu, ANDRÉ B. COSTA, de Niterói – RJ, gostaria de colaborar com:

MAIS UM PLANO DELES


Segundo o Tio Sam, a criação do chamado "Plano Colômbia” tem como objetivo acabar com a produção de entorpecentes existentes naquele País. Alegam eles, que boa parte da droga, lá produzida, penetra em território norte-americano para abastece o tráfico nas famosas “big cities”. Assim, embasados em tal alegação, os governantes dos EUA, junto a Central de inteligência americana (CIA), vem injetando muita grana no governo colombiano e capacitando altamente, através de treinamento, o exercito daquele país. Contudo, todo esse circo montado, vem encobrir a principal razão pela qual os EUA, mais uma vez, se intromete nos assuntos internos de nações da América Latina (a qual considera seu quintal): o temor pelo crescimento das FARC – forças armadas revolucionárias da Colômbia. Por sua vez, esta é uma poderosa guerrilha de orientação Marxista-leninista que atualmente ocupa 40% do território colombiano e conta com cerca de 15 mil combatentes, entre homens e mulheres. O imperialismo yankee, pra variar, sempre incomodado pela “ameaça vermelha”, usa de inúmeros artifícios com o propósito de caluniar e denegrir a imagem da guerrilha; chegando ao inescrupuloso ponto de contratar mercenários para matar civis inocentes, numa tentativa de jogar a culpa nas farcs.
Os meios de comunicação, comprando o discurso dos estados unidos, o que é algo explicável, já que são de propriedade da classe dominante, veiculam toda a farsa a respeito dos guerrilheiros colombianos.
Contrapondo-se energeticamente a isso, resta a nós, do setor estudantil da sociedade, denunciar a verdade à grande massa, no caso, brasileira, explicando a esta que a luta empreendida pelos combatentes das FARC tem como meta a libertação do nocivo sistema capitalista, explorador e opressor.

André B. Costa.

domingo, março 04, 2007

KARINA ALMEIDA II

A APREDIZAGEM HUMANA


Ao nascer, o bebê humano é recebido num mundo de cultura e linguagem que o antecede e ao qual necessita de acesso. Porém, falta-lhes o equipamento necessário para tal.
Sua prematuração ímpar, cria uma necessidade de existência. É nesse espaço que se situa a aprendizagem humana que estará marcada de forma indelével pela história de seus relacionamentos.
Assim é importante considerar que a aprendizagem tem papel na construção do sujeito humano, que se dá sempre pela intermediação de outro (primeiro pela mãe, lugar de excelência), depois pelos demais representantes da cultura.


Karina Almeida, Educadora.

sábado, fevereiro 24, 2007

MARIA APARECIDA I

Vivemos numa sociedade em que as caracteristicas do individualismo se fazem presentes, bem mais que o compromisso coletivo.
No mundo atual, em que a luta pela sobrevivência se torna cada vez mais necessária o individualismo é encontrado em toda a parte, diante de uma visão pessimista, prefere-se viver a própria vida, não se preocupando com a situação do outro. Mantendo-se a distância, deixa-se de lado a capacidade que cada um tem, de ajudar o próximo e com isso tornar o mundo mais humano.
Mesmo o individualismo sendo uma característica predominante no mundo em que vivemos, não podemos nos isolar, pois somos seres que dependem uns dos outros.

Maria Aparecida B. dos Santos, Assistente Social

sexta-feira, dezembro 29, 2006

THIAGO MATTOS I

O HOMEM QUE USAVA MASCARAS

Para ele, a mascara funcionava como uma espécie de negação. A negação do conceito de imagem e do rótulo conseqüentemente oposto. Mais que isso: a negação da própria imagem. E ele pensava: a primeira impressão é a que fica, mas é a segunda que pode mudar.
Seu rosto, poucos conheciam – morava sozinho. Não saia de casa sem a mascara. Vestia-se como todos mas... Com uma máscara! Ora uma, ora outra. Tinha várias em casa, das mais carnavalescas às mais sérias, por assim dizer. Era conhecido como “o mascarado” e, freqüentemente, incomodava as pessoas com as mascaras que usava. Andava nas ruas, ia a lugares públicos, saia a noite e sempre de mascara. Imagine só quando entrava no banco... Sempre pairava no ar uma sensação de desconforto por parte das outras pessoas.
Um dia resolveu matricular-se num curso e assistir às aulas sem tirar a mascara, é claro! Os que sentavam mais próximos, assim como a sala inteira, não sabia como se comportar. Suas expressões iam de espantados para embaraçados num piscar de olhos. Quando ele fazia uma pergunta então... Aí, até o professor mostrava-se apreensivo e o clima ficava notadamente estranho.
Quando pediam para tirar a máscara ou explicar o motivo que levava a andar naqueles trejeitos, ele dizia que a máscara que seu interlocutor usava era bem pior que a dele. O que há de errado com seu rosto? Perguntava outro, ao que rebatia rapidamente: e o que há de errado com o seu? – e continuava – você não pode muda-lo, não é? Está condenado com este e com o juízo que fazem dele para sempre.
As poucas conversas que eram provocadas por curiosos logo se davam por encerradas. As poucas pessoas que ousavam falar com aquela figura cujo rosto não podiam saber qual era sempre ouviam frases emblemáticas. Ele, o homem que usava mascaras, continuava a dizer: você é o que aparenta, não é? Então, feliz de mim que não sou.
Como de costume, sempre saia de casa com uma máscara diferente de quando chegava. Foi ao curso e, assim que chegou, o diretor quis lhe falar. Pois não – disse ele ao diretor. Pediu que tirasse sua mascara naquele dia em diante se quisesse assistir as aulas. Diga-me diretor, qual é o problema com a minha máscara? O problema – respondeu o diretor – é que isso aqui não é um circo meu rapaz! Engano seu, diretor: isso aqui é um circo e eu vou-me embora, pois sou o único daqui que não sou palhaço.

Thiago Mattos

quarta-feira, dezembro 20, 2006

JOÃO CARLOS I

VILA JOANA, IDOLATRADA SALVE, SALVE.

As marginais do rio estavam pacificamente serenas. O Sol em raios esplendidos que levavam ao Céu o brilho do dia. O dia que o heróico povo gritará por autonomia mundi.

Ação que deixou seus próprios peitos como alvo para a assassina e repressora morte. Pediam salvação e aplausos a uma pátria que haviam de aceitar como sua própria Mãe amada. Tudo era objetivo disfarçado de sonho. Uma esperança de liberdade que trazia a sensação de uma ilustre aprovação.

A natureza manteve-se vasta, até mesmo quando de forma grotesca exploraram nosa maior riqueza natural para transformar em produtos comerciais e artificiais.

Massacres pararam...

Massacres que ainda insistem em nos ter como vitimas. Nada disso consegue ofuscar o brilho do nosso lar.

Ó Brasil ! terra sacana do carnaval, talento infinito do nosso futebol rasteiro. Turismo de até antes às belas praias, entre outras muitas colonizadas e saqueadas, Pátria Amada Brasil !

Seus filhos poderosos e muitos leigos apenas assistem.

Vivemos em uma terra penhorada e condenada a imensa indignação. Somos vitimas da bomba do analfabetismo. Engravatados mercenários fizeram com que atualmente o Brasil seja um substantivo derivado de CASA DA MÃE JOANA.

Idolatrada.

Salve, salve.

Salve Chico Mendes que morreu por nossas matas e bosques que cada dia possuem menos vida.

Ilha de Vera Cruz, que o o que mais existia eram Índios, ouro e pau. Hoje pós-quinhetos anos de indefinições, faço votos:

Que a justiça não volte a ser uma clava primitiva, mas torne-se justa a favor dos inocentes, que nossos verdadeiros heróis não venham mais sofrer homenagens como: enforcamento, tortura, exílio e outros atos de total ingratidão. Que a Republica seja Mãe da Liberdade e Democracia, que os que governam venham ter inspirações vitoriosas como um dia tiveram muitos ilustres brasileiros. Brasileiros de virtudes que existiam e outros que ainda existem, mas que infelizmente são ocultados por si próprios, por valorizarem ma ali do que aqui.

Aqui! Aqui é Brasil. Brasil é aqui.

Aqui, planta terra, uma bandeira de muitos donos, muitas raças, Nação Humana, Nação Brasil.

Ame-o ou Deixe-o

João Carlos Ribeiro

segunda-feira, dezembro 04, 2006

MILLOR FERNANDES

Hipocrisia Social e Política

É difícil fazer um jovem acreditar que todas as verdades estabelecidas são, em verdade, mentiras deslavadas, estabelecidas mentiras. Que lhe dizer da estrutura social que não é estrutura nem social, dos homens de bem, apelido de todos os canalhas defensores do sistema de manutenção de privilégios, da liberdade (para cidadãos que trabalham 10 horas por dia, gastam pelo menos 4 pra ir e vir do trabalho e, nos momentos raros de lazer, não tem como pagar o ingresso do campo de futebol. Onde está a liberdade?) da justiça (feita para manter um código de leis imutáveis) e da impostura internacional para domínio de mercados ? por isso ao falar aos jovens é fundamental mentir para não passar por mentiroso.

Millor Fernandes

CLIQUE AQUI E SAIBA MAIS DESTE MESTRE DA ESCRITA

“Táticas de Meios. 1970. do “Livro Vermelho dos pensamentos de Millor”

Editora Nórdica

sexta-feira, setembro 01, 2006

ALEX RAMOS I

Nada importante, tudo claro, ação direta

Estão todos vivos ai?

Antes de lerem este texto. Liguem a tv e o rádio ao mesmo tempo... não fiquem pensando que é o recenseador do ibge, é algo muito mais sério que isso. Olhem bem, e escutem bem...não notaram nada? Acertaram! É o nada que impera nos meios de comunicações, a chamada mídia, ou media (como preferir), que faz uma lavagem cerebral na cabeça das pessoas, sentenciando-as à alienação completa, e simultaneamente atingindo todas as camadas da população, de brancos à negros, de sem-tetos à patricinhas, de bebês à universitários, todos sem exceção.
Um dia desses, mais precisamente num domingo iniciado à 1:00h da tarde para mim, ligo a televisão e por infelicidade estava passando o dominical “planeta Xuxa”, mas o meu lado masoquista falou mais alto e eu resolvi conferir a opacidade do programa por alguns segundos.
Entrevistados frívolos, umas musiquinhas bregas ao fundo, deram lugar a uma bandinha que dá sono em qualquer um, mas é melhor um”rockzinho” besta do que bunda music retárdatico esquizopata (engraçado isso né?) se trata dos raimundos, que fizeram até um bom show. “Sem cortes da Marlene Mattos” e causou até delírio na “rainha dos burrinhos” , não que ela goste de rock, é que ela delirou mesmo quando no final da apresentação ela disse: “boa sorte para vocês”, pensando estar lidando com uma banda iniciante, e também disse: “vocês do raimundos e outra bandas estão ajudando o rock a voltar...blá...blá...blá...”
Agora pensem comigo. O rock nunca precisou da mídia para se promover, e muito menos sumiu alguma vez . sempre esteve ai para todos, só que lês tão cegos nunca perceberam, (graças a deus) e assim balbuciam esses dejetos. Mas subindo o nível do q.i, existe muita coisa boa, como: musicaos (do ex vj Gastão), turma da cultura, alto falante, e outros que servem de bóias para os náufragos desse titânic chamado “Brasil desinformado”, ajudando pessoas comuns a se tornarem livres de pensamento com opinião formada, e não idiotas consumidores de lixo cultural, musical etc..., como bois neste curral controlado por um vaqueiro despótico chamado “ignorância”.
Nós temos que mudar essa situação, mas como? Basta agirmos. Vamos transmitir para o maior número de pessoas nossas idéias, nosso modo de pensar. Através de ex: zines, musicais, salas de aulas, turminha da praça, sites, etc... o que for não importa, e vamos boicotar todo e qualquer tipo de afronta à inteligência e a cultura nesse país.
Meu nome é Alex r marinho, o mais novo colunista do zine la carta. E agradeço à todos que lerem essa colunae se identificarem com as palvras mencionadas na mesma. Estou aberto a sugestões para a próxima edição. Nade um e-mail para: alexmr@cidadeinternet.com.br tchau! E fiquem atentos.
Trilha sonora:
“Nookie” limp bizkit
“falar falar” charlie brouwn jr
“r.p.m.” sugar ray

quinta-feira, junho 08, 2006

RODRIGO EMYGDIO

Meu grande camarada Rodrigo, me acompanhou na ardua, sofrida e maravilhosa estada da faculdade, companheiro de debate, alegrias, tristezas, decepções e..claro..de copo também porque ninguém é de ferro, um ser humano impar, possui uma familia maravilhosa... Cara, tú é o cara..grande abraço mano...
este texto tem a força de uma facada na nuca, devemos imprimir a verdade (se é que existe apenas uma lado...) para que realmente possamos tirar a peneira e contemplar o Sol sem que possamos nos sentir marionetes do jogo do poder e da balança que pende para as classes abastadas e livres de sentimentos humanos.

Onde estão os bandidos?

Essa semana venho participando constantemente em discussões orkutianas, sobre os motins, rebeliões e movimentos nos presídios pelo nosso Brasil nos últimos anos (e principalmente nos últimos dias em São Paulo).
Falar que pode ser manobra política para desestabilizar o governo do P.S.D.B. na maior capital brasileira, faz um certo sentido. Mas não é o único. A realidade é que há muito tempo estamos no meio de uma disputa de autoridades entre governos estaduais e federais. De quem é a competência da segurança pública?
Estamos cansados dessa discussão, que sinceramente não leva a nada e principalmente nos deixam cada vez mais desamparados. Em São Paulo aconteceu, o que aconteceu aqui no Rio de Janeiro há algum tempo, o governo estadual recusou a assistência do governo federal, com a seguinte prerrogativa de que São Paulo tem condição de cuidar do problema da violência sozinho (engraçado mesmo e a resposta da Governadora “garotinha” e vimos que isso não condiz com a realidade). A direita não quer “dar o braço a torcer” para o governo de esquerda, principalmente em ano de eleição. Mas não podemos reclamar, pois somos nós que coroamos sempre essa mesma corja no poder há décadas.
O problema da violência pública não começa no presídio e sim lá em Brasília. Enquanto não resolvermos o problema da corrupção e da irresponsabilidade de nossos governantes, dificilmente algo irá mudar. E estaremos sempre nas mãos de Serra, Sarney, ACM, Alckmin, César Maia, Garotinho, FHC e até mesmo Lula.

Rodrigo Emygdio Monteiro

sábado, junho 03, 2006

VITOR

Uma excelente contribuição do nosso amigo Clemilson Vitor, uma das grandes personalidades quando o assunto é divulgar a cultura na Baixada, um grande camarada, pronto e disposto a sempre a ajudar o próximo, temos a satisfação de recebe-lo em nosso blog indicando um dos grandes mestres da arte de todos os tempos, Salvador Dali, com suas insinuações delirantes e confusamente apaixonantes.
Onde não escutaremos o nome da Dali quando o assunto for surrealismo ?

SALVADOR DALI


Paz e bem!
Lacarta,
Uma pequena contribuição!

O tempo não para, e a memória...?
A PERSISTÊNCIA DA MEMÓRIA 1931



Este quadro tão pequeno (24x33cm) é provavelmente a mais conhecida de todas as obras de Dali. A flacidez dos relógios dependurados e escorregando mostram uma preocupação humana, com o tempo e a memória. O próprio Dali está presente, na forma da cabeça adormecida que já apareceu em outros quadros. Segundo ele, a idéia do quadro ocorreu e como a paisagem já estava pronta, levou apenas 2 horas para realizá-lo. Quando Gala, voltou do cinema e viu o quadro, previu que quem visse este quadro jamais o esqueceria.

Este texto foi indicado por

Clemilson Vitor
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sábado, maio 27, 2006

José Lino Grunewald


F O R M A

R E F O R M A

D I S F O R M A

T R A N S F O R M A

C O N F O R M A

I N F O R M A

F O R M A