RufiãoEstou Longe de ser
Mas digamos
De passagem
Você foi minha musa
Eu não minto
E Você se achava
Um pedaço
De carne
Na boca do faminto
Calber “soneca”
textos, idéias, sonhos, revolta, contestação, non sense, rancor, amor, teses, antíteses, conceitos, ideologias e acima de tudo poesias...
1 ANINHO, LA CARTA ENTRELINHAS GRITANDO NA WEB. A um ano atrás resolvi pegar meu antigo fanzine feito em folha de oficio onde teve uma circulação modesta porém bastante empolgante, era um fanzine onde eu tinha a idéia de que qualquer pessoa pode dar sua opinião, criticar, mostrar suas rosas ou seus espinhos, resolvi pegar este fanzine que se chamava LA CARTA ENTRELINHAS e resolvi transforma-lo em bytes e bit´s fazer com que a idéia navegasse na web, então munido de poucas ferramentas e muita vontade coloquei a prova minha força de vontade em meio a certas atribulações pessoas que estava passando e lancei o meu blog ou como meu camarada Sylvio Neto chama “revista eletrônica” www.lacartaentrelinhas.blogspot.com e logo de cara tive diversos comentários e palavras de incentivo para que continuasse, que os textos e o visual estava legal, e munido desta gasolina reeditei todas as matérias, crônicas, poesias e opiniões que já estavam no antigo fanzine (a bem da verdade faltam alguns ainda), mas enfim, estamos a 1 ano nessa labuta prazerosa que é tentar levar a todos textos e materias de ilustres conhecidos como os grandes ícones da pintura, literatura, política e etc, e ilustres desconhecidos também, como eu e vc.
Gostaria de agradecer a todos que me deram força e óbvio.. Mandar a merda todo mundo que com inveja e parasitismo tenta poluir essa luta de formiguinha contra a apatia cerebral.
Viva a cultura
Helio Andrade

MAIS UM PLANO DELES
Segundo o Tio Sam, a criação do chamado "Plano Colômbia” tem como objetivo acabar com a produção de entorpecentes existentes naquele País. Alegam eles, que boa parte da droga, lá produzida, penetra em território norte-americano para abastece o tráfico nas famosas “big cities”. Assim, embasados em tal alegação, os governantes dos EUA, junto a Central de inteligênc
ia americana (CIA), vem injetando muita grana no governo colombiano e capacitando altamente, através de treinamento, o exercito daquele país. Contudo, todo esse circo montado, vem encobrir a principal razão pela qual os EUA, mais uma vez, se intromete nos assuntos internos de nações da América Latina (a qual considera seu quintal): o temor pelo crescime
nto das FARC – forças armadas revolucionárias da Colômbia. Por sua vez, esta é uma poderosa guerrilha de orientação Marxista-leninista que atualmente ocupa 40% do território colombiano e conta com cerca de 15 mil combatentes, entre homens e mulheres. O imperialismo yankee, pra variar, sempre incomodado pela “ameaça vermelha”, usa de inúmeros artifícios com o propósito de caluniar e denegrir a imagem da guerrilha; chegando ao inescrupuloso ponto de contratar mercenários para matar civis inocentes, numa tentativa de jogar a culpa nas farcs.
Os meios de comunicação, comprando o discurso dos estados unidos, o que é algo explicável, já que são de propriedade da classe dominante, veiculam toda a farsa a respeito dos guerrilheiros colombianos.
Contrapondo-se energeticamente a isso, resta a nós, do setor estudantil da sociedade, denunciar a verdade à grande massa, no caso, brasileira, explicando a esta que a luta empreendida pelos combatentes das FARC tem como meta a libertação do nocivo sistema capitalista, explorador e opressor.
André B. Costa.
Segue abaixo algumas fotos e mais um vídeo da sexta edição do POESIA NA VARANDA que ocorreu no dia 10 de março, bem como outro poema coletivo germinado nas entranhas dos desavisados boêmios da baixada...
orreu no ultimo dia 10 de março DE 2007, optamos por neste evento, nos utilizar do formato “mesa redonda”, onde transbordamos nossos textos, em meio a debates calorosos, tivemos pontos de vista e retóricas variadas e interessantes, desta vez conseguimos adentrar a noite e lamos o poesia na varanda para os bares de Belford Roxo, onde continuamos nossos devaneios líricos e poluímos a mesmice com versos e sonhos obtusos, criamos ao longo dessa desventura um poema coletivo feito a várias mãos que também segue abaixo.Gostaria de dedicar o evento e o poema coletivo ao grande Sylvio neto que por questões de cunho pessoal não pode
comparecer mas estava com certeza
no coração de todos... abração Sylvio !!!
Sorvo o orvalho
A Lua brilha,
A Brisa da Noite
Teu corpo acaricia
Escravo por opção
Me embriago em seu Lago
A mente turva
Meu sangue congela
Minha língua ferina
Penso eu teu corpo desnudo
Frio e denso, sempre desnudo
Me ame,
Quando eu menos merecer,
Pois é quando mais preciso
Mas onde estamos ?
Asfalto, sereno, sobreçalente e intenso
Ouço a música de minha alma,
Ritmicando todo meu ser
Me torno algo, que nem sei,
Alguma coisa entre o aqui e ali,
Sinto-me perdido e em desarmonia
Queria ter o poder
De traduzir em palavras escritas o que vai em minha alma,
Nesse momento, abstrato,
Ao mesmo tempo pesado, invisível Para os olhos alheios,
Inevitável e vital para o meu próprio coração.
Criado por As tantas da madruga por Helio Andrade, Josy, Queli, Gisele, Cláudio “Saúva”, Valdemir, Tony Maneiro e Isa Lima.
VIDEOS Ao nascer, o bebê humano é recebido num mundo de cultura e linguagem que o
antecede e ao qual necessita de acesso. Porém, falta-lhes o equipamento necessário para tal.
Sua prematuração ímpar, cria uma necessidade de existência. É nesse espaço que se situa a aprendiz
agem humana que estará marcada de forma indelével pela história de seus relacionamentos.
Assim é importante considerar que a aprendizagem tem papel na construção do sujeito humano, que se dá sempre pela intermediação de outro (primeiro pela mãe, lugar de excelência), depois pelos demais representantes da cultura.
Karina Almeida, Educadora.
Vivemos numa sociedade em que as caracteristicas do individualismo se fazem presentes, bem mais que o compromisso coletivo.
da, não se preocupando com a situação do outro. Mantendo-se a distância, deixa-se de lado a capacidade que cada um tem, de ajudar o próximo e com isso tornar o mundo mais humano.Maria Aparecida B. dos Santos, Assistente Social
O desejo dissolvido em Mar,
Molhou os teus olhos
E os teus cabelos.
Na água havia certo ingrediente:
Sal, Sol, iodo, areia,
Estranhos preparos
Pra teu corpo quente.
Indiferente que eras sereia,
E tinha feitiço
Do Mar tu figiste.
Pela última vez o Mar te beijou.
Foi quando a água molhou teus cabelos,
Teus cabelos molharam teu coipo
E o teu corpo deitou na areia.
O desejo dissolvido em mar,
Molhou os teus olhos, beijos teus cabelos.
E eu senti poder envolve-los.
E eu senti poder envolve-los,
Porque também era
Pedaço do mar...
JORGE CLAUDIR, andarilho (SP).
Irei postar aqui JOAM MIRÓ... cores, formas, incosciente... vc vai odia-lo? vc irá SE odiar ? quando eu ví a exposição dele no Brasil, apenas tive o seguinte pensamento: "Estou vendo, sentindo, estou viajando na ARTE" .... no sentido crú da palavra... tribal... arte como no começo dos tempos, nas cavernas... arte.. APENAS ARTE.
clique aqui para entrar na fundação Joan Mirò e saber mais sobre este artistaEu estou perto,
A maré não concorda,
Quase nunca acerto
E o som das vaias não me incomoda.
Eu sou o pequeno,
O cego ferido,
O ódio contido,
A doce derrota,
Um livro esquecido
Eu sou o que vinga
O que não esquece,
O índio que não empalidece,
A mendiga maltrapilha na noite de natal,
Eu sou vergonha nacional.
Sou freira de pé e bicho de chão
Sou nordestino de peixeira na mão.
Africano selvagem,
Lanças contra a corporação.
Eu pinto a história com breu,
Toco canções esquecidas
que lembram você e eu.
Ironia desafinada de supôsto requien
Tenho os chifres de um querubim.
Eu não tenho mapas,
Idéias, conteúdo ou direção,
Eu abro caminho a força
Enfiando o dedo na cara da multidão,
Gritando com urros tribais
E levando os culpados para o porão.
Mesmo sem asas eu alcei vôo,
Eu estou contra o vento
traduzindo os dialetos da dor
que encontrei perdidos no tempo.
Helio Andrade
Está tudo em seu perfeito estado
No jornal, na televisão
Mortes e mentiras
Estampado o nosso dia-a-dia
Qual a diferença de hoje ?
E o absurdo de amanhã ?
Rotularam nossas capacidades
Não somos o que queremos ser
Só as vezes no programa de TV
A nossa opinião é a pública
A nossa música perdeu a visão
Da sociedade mais injusta
E uma justiça que não tem direção
Nossos sonhos são barrados na relação da universidade
No desconto do supermercado
Na subvida e na inflação
Se perde as idéias no meio de tanta corrupção
O fim disso pode-se descobrir
Num livro de história da Nação.
Danielle Grace


O HOMEM QUE USAVA MASCARAS Para ele, a mascara funcionava como uma espécie de negação. A negação do conceito de imagem e do rótulo conseqüentemente oposto. Mais que isso: a negação da própria imagem. E ele pensava: a primeira impressão é a que fica, mas é a segunda que pode mudar.
Seu rosto, poucos conheciam – morava sozinho. Não saia de casa sem a mascara. Vestia-se como todos mas... Com uma máscara! Ora uma, ora outra. Tinha várias em casa, das mais carnavalescas às mais sérias, por assim dizer. Era conhecido como “o mascarado” e, freqüentemente, incomodava as pessoas com as mascaras que usava. Andava nas ruas, ia a lugares públicos, saia a noite e sempre de mascara. Imagine só quando entrava no banco... Sempre pairava no ar uma sensação de desconforto por parte das outras pessoas.
Um dia resolveu matricular-se num curso e assistir às aulas sem tirar a mascara, é claro! Os que sentavam mais próximos, assim como a sala inteira, não sabia como se comportar. Suas expressões iam de espantados para embaraçados num piscar de olhos. Quando ele fazia uma pergunta então... Aí, até o professor mostrava-se apreensivo e o clima ficava notadamente estranho.
Quando pediam para tirar a máscara ou explicar o motivo que levava a andar naqueles trejeitos, ele dizia que a máscara que seu interlocutor usava era bem pior que a dele. O que há de er
rado com seu rosto? Perguntava outro, ao que rebatia rapidamente: e o que há de errado com o seu? – e continuava – você não pode muda-lo, não é? Está condenado com este e com o juízo que fazem dele para sempre.
As poucas conversas que eram provocadas por curiosos logo se davam por encerradas. As poucas pessoas que ousavam falar com aquela figura cujo rosto não podiam saber qual era sempre ouviam frases emblemáticas. Ele, o homem que usava mascaras, continuava a dizer: você é o que aparenta, não é? Então, feliz de mim que não sou.
Como de costume, sempre saia de casa com uma máscara diferente de quando chegava. Foi ao curso e, assim que chegou, o diretor quis lhe falar. Pois não – disse ele ao diretor. Pediu que tirasse sua mascara naquele dia em diante se quisesse assistir as aulas. Diga-me diretor, qual é o problema com a minha máscara? O problema – respondeu o diretor – é que isso aqui não é um circo meu rapaz! Engano seu, diretor: isso aqui é um circo e eu vou-me embora, pois sou o único daqui que não sou palhaço.
Thiago Mattos
VILA JOANA, IDOLATRADA SALVE, SALVE.
As marginais do rio estavam pacificamente serenas. O Sol em raios esplendidos que levavam ao Céu o brilho do dia. O dia que o heróico povo gritará por autonomia mundi.
Ação que deixou seus próprios peitos como alvo para a assassina e repressora morte. Pediam salvação e aplausos a uma pátria que haviam de aceitar como sua própria Mãe amada. Tudo era objetivo disfarçado de sonho. Uma esperança de liberdade que trazia a sensação de uma ilustre aprovação.
A natureza manteve-se vasta, até mesmo quando de forma grotesca exploraram nosa maior riqueza natural para transformar em produtos comerciais e artificiais.
Massacres pararam...
Massacres que ainda insistem em nos ter como vitimas. Nada disso consegue ofuscar o brilho do nosso lar.
Ó Brasil ! terra sacana do carnaval, talento infinito do nosso futebol rasteiro. Turismo de até antes às belas praias, entre outras muitas colonizadas e saqueadas, Pátria Amada Brasil !
Seus filhos poderosos e muitos leigos apenas assistem.
Vivemos em uma terra penhorada e condenada a imensa indignação. Somos vitimas da bomba do analfabetismo. Engravatados mercenários fizeram com que atualmente o Brasil seja um substantivo derivado de CASA DA MÃE JOANA.
Idolatrada.
Salve, salve.
Salve Chico Mendes que morreu por nossas matas e bosques que cada dia possuem menos vida.
Ilha de Vera Cruz, que o o que mais existia eram Índios, ouro e pau. Hoje pós-quinhetos anos de indefinições, faço votos:
Que a justiça não volte a ser uma clava primitiva, mas torne-se justa a favor dos inocentes, que nossos verdadeiros heróis não venham mais sofrer homenagens como: enforcamento, tortura, exílio e outros atos de total ingratidão. Que a Republica seja Mãe da Liberdade e Democracia, que os que governam venham ter inspirações vitoriosas como um dia tiveram muitos ilustres brasileiros. Brasileiros de virtudes que existiam e outros que ainda existem, mas que infelizmente são ocultados por si próprios, por valorizarem ma ali do que aqui.
Aqui! Aqui é Brasil.
Brasil é aqui.
Aqui, planta terra, uma bandeira de muitos donos, muitas raças, Nação Humana, Nação Brasil.
Ame-o ou Deixe-o
João Carlos Ribeiro




