sábado, junho 09, 2007

KARL MARX

Karl Heinrich Marx (Tréveris, 5 de maio de 1818Londres, 14 de março de 1883) foi um intelectual alemão considerado um dos fundadores da Sociologia. Também podemos encontrar a influência de Marx em várias outras áreas tais como: filosofia, economia, história já que o conhecimento humano, em sua época, não estava fragmentado em diversas especialidades da forma como se encontra hoje. Teve participação como intelectual e como revolucionário no movimento operário, sendo que ambos (Marx e o movimento operário) influenciaram uns aos outros durante o período em que o autor viveu.

Atualmente é bastante difícil analisar a sociedade humana sem referenciar-se, em maior ou menor grau, à produção de Karl Marx, mesmo que a pessoa não seja simpática à ideologia construída em torno de seu pensamento intelectual, principalmente em relação aos seus conceitos econômicos.

CLIQUE AQUI E CONHEÇA MAIS SOBRE ESSE ÍCONE DO PENSAMENTO ECONÔMICO E SOCIAL.



segunda-feira, junho 04, 2007

POEMA COLETIVO III

Segue abaixo o poema coletivo criado a várias mãos no sétimo poesia na varanda

POEMA COLETIVO III

Porque EU?
Na escuridão
No clarão
Na lua
No abismo
No alto
Então quem sabe, eu?
No vão
Na contra mão
Quem sabe no NÃO?
Entre os carros quem vem e vão.
No som de uma canção
Feita por João
Num encontro
De asas e vento
Sangue e saliva
Sopa, sapato,
Sonho sadio
Simplesmente eu vivo
Simplesmente eu luto
EU, LUTO.
E não consigo
Sofro e não vivo
Espero a hora que não chega
Que quem sabe nem existe
Porque só eu?
Na escuridão que persiste me atormentar
Até a hora de a minha felicidade chegar.
Porque eu?
A pergunta que não quer calar.
Porque eu?
Que cheguei agora...Tenho que terminar?
Nem sei se mereço!
Ah! E isso não é o fim
E sim o começo!
Talvez sim
Talvez não.

POESIA NA VARANDA



terça-feira, maio 15, 2007

SÉTIMO POESIA NA VARANDA

Como diria a letra de uma música do grupo Argentino Actitud Maria marta: "Hijo mío que mundo le a tocao p'caminar ?" ...Bom, acredito que nós, os hermanos, brasileiros, da baixada, contra tudo e todos estamos fazendo nossa parte... Mais um POESIA NA VARANDA realizado com sucesso e louvor e este com um agravante totalmente salutar e feliz, o aniversário do patrono do evento, SYLVIO NETO (gostou do termo Sylvio?), mais uma noite recheada de pensamentos afiados e ao mesmo tempo tênues e sublimes que fez com que todos os presentes, que irei citar logo abaixo, compusessem uma alta roda de debates e lirismo musical e poética, também temos algumas fotos do evento, gostaria de me desculpar quanto a falta de fotos, pois neste, infelizmente não havia ninguém com máquina digital, apenas o fiel escudeiro de Sylvio Neto, o sempre discreto Caio, seu filho (Caio... Valeu pelas fotos !!), e nopróximo post teremos mais um POEMA COLETIVO feito a várias mãos pelos presentes.


CEZAR RAI (DESMAIO PÚBLIKO)
POETA, PENSADOR E NESTE DIA ANIVERSARIANTE SYLVIO NETO, JUNTAMENTE COM CLEIDE (ARTISTA PLÁSTICA)
EU, HELIO ANDRADE, APROVEITANDO A BRISA DOS DEUSES...RS
GABIRÚ ROBSON (MÚSICO)
TIVEMOS TAMBÉM O LANÇAMENTO DO LIVRO DO ESCRITOR MÁRCIO RUFINO
SLOW (RAPPER E ATIVISTA SOCIAL)

também contamos com JUSSARA, MÁRCIA, ANDERSON, ANDRÉ, ROGER HITZ (CAÔ DE RAIZ), JOSY, MARIANA, FLÁVIA, HENRIQUE e outros lembrarei e colocarei também nesta lista.

Um Abraço a todos e VIVA A CULTURA

HELIO ANDRADE







HUGO ANDRADE II

Assalto no centro do Rio

Os marujos estão chegando.
É hora de assalto na Praça Mauá.
Ao longe imponente,
A ponte, vibrando,
Recebe em seu leito,
Mil homens de sonhos
Que vão e que voltam
Em busca da vida,
E outros que pagam
O funesto pedágio
E saltam, pirados,
Em busca da morte,
Nos braços do mar.
É hora de assalto na Praça Mauá.
Sirenes tocando e o cerco total.
Seis tiros! Dez tiros!
Ninguém sabe ao certo o saldo final.
O Sol vai fugindo...
Mulheres na rua
Procuram apressadas o rumo do lar.
Tempero, panela, na globo, a novela.
“Meu Bem, vem jantar”.
A noite abafou
Com sua chegada
O Selvagem conflito
Passou abraçado
Com a Dama da Noite.



Hugo de Andrade

CALBER I

Rufião

Estou Longe de ser
Mas digamos
De passagem
Você foi minha musa
Eu não minto
E Você se achava
Um pedaço
De carne
Na boca do faminto

Calber “soneca”

sábado, abril 21, 2007

1 ANO INSANO, LA CARTA ENTRELINHAS GRITANDO NA WEB.

1 ANINHO, LA CARTA ENTRELINHAS GRITANDO NA WEB.

A um ano atrás resolvi pegar meu antigo fanzine feito em folha de oficio onde teve uma circulação modesta porém bastante empolgante, era um fanzine onde eu tinha a idéia de que qualquer pessoa pode dar sua opinião, criticar, mostrar suas rosas ou seus espinhos, resolvi pegar este fanzine que se chamava LA CARTA ENTRELINHAS e resolvi transforma-lo em bytes e bit´s fazer com que a idéia navegasse na web, então munido de poucas ferramentas e muita vontade coloquei a prova minha força de vontade em meio a certas atribulações pessoas que estava passando e lancei o meu blog ou como meu camarada Sylvio Neto chama “revista eletrônica” www.lacartaentrelinhas.blogspot.com e logo de cara tive diversos comentários e palavras de incentivo para que continuasse, que os textos e o visual estava legal, e munido desta gasolina reeditei todas as matérias, crônicas, poesias e opiniões que já estavam no antigo fanzine (a bem da verdade faltam alguns ainda), mas enfim, estamos a 1 ano nessa labuta prazerosa que é tentar levar a todos textos e materias de ilustres conhecidos como os grandes ícones da pintura, literatura, política e etc, e ilustres desconhecidos também, como eu e vc.

Gostaria de agradecer a todos que me deram força e óbvio.. Mandar a merda todo mundo que com inveja e parasitismo tenta poluir essa luta de formiguinha contra a apatia cerebral.

Viva a cultura

Helio Andrade

sábado, abril 14, 2007

ANDRÉ B. COSTA I

Parabenizando La Carta Entrelinhas, espaço cultural e democrático (atualmente algo raro), eu, ANDRÉ B. COSTA, de Niterói – RJ, gostaria de colaborar com:

MAIS UM PLANO DELES


Segundo o Tio Sam, a criação do chamado "Plano Colômbia” tem como objetivo acabar com a produção de entorpecentes existentes naquele País. Alegam eles, que boa parte da droga, lá produzida, penetra em território norte-americano para abastece o tráfico nas famosas “big cities”. Assim, embasados em tal alegação, os governantes dos EUA, junto a Central de inteligência americana (CIA), vem injetando muita grana no governo colombiano e capacitando altamente, através de treinamento, o exercito daquele país. Contudo, todo esse circo montado, vem encobrir a principal razão pela qual os EUA, mais uma vez, se intromete nos assuntos internos de nações da América Latina (a qual considera seu quintal): o temor pelo crescimento das FARC – forças armadas revolucionárias da Colômbia. Por sua vez, esta é uma poderosa guerrilha de orientação Marxista-leninista que atualmente ocupa 40% do território colombiano e conta com cerca de 15 mil combatentes, entre homens e mulheres. O imperialismo yankee, pra variar, sempre incomodado pela “ameaça vermelha”, usa de inúmeros artifícios com o propósito de caluniar e denegrir a imagem da guerrilha; chegando ao inescrupuloso ponto de contratar mercenários para matar civis inocentes, numa tentativa de jogar a culpa nas farcs.
Os meios de comunicação, comprando o discurso dos estados unidos, o que é algo explicável, já que são de propriedade da classe dominante, veiculam toda a farsa a respeito dos guerrilheiros colombianos.
Contrapondo-se energeticamente a isso, resta a nós, do setor estudantil da sociedade, denunciar a verdade à grande massa, no caso, brasileira, explicando a esta que a luta empreendida pelos combatentes das FARC tem como meta a libertação do nocivo sistema capitalista, explorador e opressor.

André B. Costa.

domingo, abril 01, 2007

SEXTO POESIA NA VARANDA – FOTOS E VIDEOS – PARTE II

Segue abaixo algumas fotos e mais um vídeo da sexta edição do POESIA NA VARANDA que ocorreu no dia 10 de março, bem como outro poema coletivo germinado nas entranhas dos desavisados boêmios da baixada...

Mentes em ebulição, insanidade na madrugada.
Embriagados de palavras, que não levam a lugar nenhum,
Nós, sedentos de algo, que querem dizer alguma coisa.

Oiza, mulza, louça, maluca, noite lúcida!
Viu?
Ouviu?
Sentiu?
Ai ai compadre..
Estamos ou somos?

Me sinto toda, EU fora de mim.
Vejo o que não sou!
Inacreditável, como não preciso ser o que deveria.
Como transformar esta vida
Naquilo que deveria ser
Uma morte anestesiada ou uma vida desregrada
Uma vida
Uma noite
No meio de nada
Uma estrela
Uma lua
E minha amada.

Poema coletivo II criado por Tony Maneiro, Waldemir, Cláudio “saúva”, Gisele, Josy, Helio Andrade e Isabela.



Cláudio "sauva" declamando "fidelidade".

Até a póxima e viva a cultura !!

terça-feira, março 20, 2007

SEXTO POESIA NA VARANDA

Segue abaixo algumas fotos e videos da sexta edição do POESIA NA VARANDA, ocorreu no ultimo dia 10 de março DE 2007, optamos por neste evento, nos utilizar do formato “mesa redonda”, onde transbordamos nossos textos, em meio a debates calorosos, tivemos pontos de vista e retóricas variadas e interessantes, desta vez conseguimos adentrar a noite e lamos o poesia na varanda para os bares de Belford Roxo, onde continuamos nossos devaneios líricos e poluímos a mesmice com versos e sonhos obtusos, criamos ao longo dessa desventura um poema coletivo feito a várias mãos que também segue abaixo.

Gostaria de dedicar o evento e o poema coletivo ao grande Sylvio neto que por questões de cunho pessoal não pode

comparecer mas estava com certeza

no coração de todos... abração Sylvio !!!


POEMA COLETIVO

Sorvo o orvalho
A Lua brilha,
A Brisa da Noite
Teu corpo acaricia
Escravo por opção
Me embriago em seu Lago
A mente turva

Meu sangue congela

Minha língua ferina

Penso eu teu corpo desnudo

Frio e denso, sempre desnudo

Me ame,

Quando eu menos merecer,

Pois é quando mais preciso
Mas onde estamos ?

Asfalto, sereno, sobreçalente e intenso
Ouço a música de minha alma,
Ritmicando todo meu ser
Me torno algo, que nem sei,

Alguma coisa entre o aqui e ali,

Sinto-me perdido e em desarmonia
Queria ter o poder
De traduzir em palavras escritas o que vai em minha alma,
Nesse momento, abstrato,
Ao mesmo tempo pesado, invisível Para os olhos alheios,
Inevitável e vital para o meu próprio coração.

Criado por As tantas da madruga por Helio Andrade, Josy, Queli, Gisele, Cláudio “Saúva”, Valdemir, Tony Maneiro e Isa Lima.

VIDEOS

TONY MANEIRO DECLAMANDO


HELIO ANDRADE DECLAMANDO "MINHA GUERRA".


VALDEMIR DECLAMANDO "POR DO SOL".


ATÉ A PRÓXIMA E VIVA A CULTURA.
HELIO ANDRADE.

domingo, março 04, 2007

KARINA ALMEIDA II

A APREDIZAGEM HUMANA


Ao nascer, o bebê humano é recebido num mundo de cultura e linguagem que o antecede e ao qual necessita de acesso. Porém, falta-lhes o equipamento necessário para tal.
Sua prematuração ímpar, cria uma necessidade de existência. É nesse espaço que se situa a aprendizagem humana que estará marcada de forma indelével pela história de seus relacionamentos.
Assim é importante considerar que a aprendizagem tem papel na construção do sujeito humano, que se dá sempre pela intermediação de outro (primeiro pela mãe, lugar de excelência), depois pelos demais representantes da cultura.


Karina Almeida, Educadora.

sábado, fevereiro 24, 2007

MARIA APARECIDA I

Vivemos numa sociedade em que as caracteristicas do individualismo se fazem presentes, bem mais que o compromisso coletivo.
No mundo atual, em que a luta pela sobrevivência se torna cada vez mais necessária o individualismo é encontrado em toda a parte, diante de uma visão pessimista, prefere-se viver a própria vida, não se preocupando com a situação do outro. Mantendo-se a distância, deixa-se de lado a capacidade que cada um tem, de ajudar o próximo e com isso tornar o mundo mais humano.
Mesmo o individualismo sendo uma característica predominante no mundo em que vivemos, não podemos nos isolar, pois somos seres que dependem uns dos outros.

Maria Aparecida B. dos Santos, Assistente Social

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

JORGE CLAUDIR I

IDILICO I


O desejo dissolvido em Mar,

Molhou os teus olhos

E os teus cabelos.


Na água havia certo ingrediente:

Sal, Sol, iodo, areia,

Estranhos preparos

Pra teu corpo quente.


Indiferente que eras sereia,

E tinha feitiço

Do Mar tu figiste.


Pela última vez o Mar te beijou.

Foi quando a água molhou teus cabelos,

Teus cabelos molharam teu coipo

E o teu corpo deitou na areia.


O desejo dissolvido em mar,

Molhou os teus olhos, beijos teus cabelos.


E eu senti poder envolve-los.

E eu senti poder envolve-los,

Porque também era

Pedaço do mar...


JORGE CLAUDIR, andarilho (SP).

sábado, fevereiro 03, 2007

JOAN MIRÓ

Irei postar aqui JOAM MIRÓ... cores, formas, incosciente... vc vai odia-lo? vc irá SE odiar ? quando eu ví a exposição dele no Brasil, apenas tive o seguinte pensamento: "Estou vendo, sentindo, estou viajando na ARTE" .... no sentido crú da palavra... tribal... arte como no começo dos tempos, nas cavernas... arte.. APENAS ARTE.
clique aqui para entrar na fundação Joan Mirò e saber mais sobre este artista

Helio Andrade

sexta-feira, janeiro 26, 2007

HELIO ANDRADE III

DIALETOS DA DOR


Eu estou perto,

A maré não concorda,

Quase nunca acerto

E o som das vaias não me incomoda.


Eu sou o pequeno,

O cego ferido,

O ódio contido,

A doce derrota,

Um livro esquecido

Eu sou o que vinga

O que não esquece,

O índio que não empalidece,

A mendiga maltrapilha na noite de natal,

Eu sou vergonha nacional.

Sou freira de pé e bicho de chão

Sou nordestino de peixeira na mão.

Africano selvagem,

Lanças contra a corporação.

Eu pinto a história com breu,

Toco canções esquecidas

que lembram você e eu.

Ironia desafinada de supôsto requien

Tenho os chifres de um querubim.

Eu não tenho mapas,

Idéias, conteúdo ou direção,

Eu abro caminho a força

Enfiando o dedo na cara da multidão,

Gritando com urros tribais

E levando os culpados para o porão.

Mesmo sem asas eu alcei vôo,

Eu estou contra o vento

traduzindo os dialetos da dor

que encontrei perdidos no tempo.


Helio Andrade

domingo, janeiro 14, 2007

DANIELLE GRACE I

Manifesto Cultural


Está tudo em seu perfeito estado

No jornal, na televisão

Mortes e mentiras

Estampado o nosso dia-a-dia

Qual a diferença de hoje ?

E o absurdo de amanhã ?

Rotularam nossas capacidades

Não somos o que queremos ser

Só as vezes no programa de TV

A nossa opinião é a pública

A nossa música perdeu a visão

Da sociedade mais injusta

E uma justiça que não tem direção

Nossos sonhos são barrados na relação da universidade

No desconto do supermercado

Na subvida e na inflação

Se perde as idéias no meio de tanta corrupção

O fim disso pode-se descobrir

Num livro de história da Nação.


Danielle Grace