domingo, março 02, 2008

ARTE OCEÂNICA - IMPRESSÕES ANTROPOLÓGICAS

ARTE OCEÂNICA

A arte da Oceania constitui um conglomerado de expressões artísticas de grande diversidade. Sua inclusão na história da arte é bastante recente, data deste século, quando fauvistas e expressionistas se maravilharam diante da liberdade criativa que expressavam as primeiras peças chegadas ao Velho Continente, vindas das ilhas paradisíacas dos mares do sul. Alguns, como Gauguin, não titubearam em se mudar para lá por algum tempo, em busca de novas
motivações temáticas e técnicas.
São quatro as etnias principais encontradas no continente da Oceania, vindas provavelmente da Índia e Indonésia: os australianos, nos desertos do continente, os papuas, na ilha da Nova Guiné, os melanésios, no arquipélago da Melanésia, e os polinésios, na Nova Zelândia (os maoris) e ilha de Páscoa. Embora todos tenham origem asiática, cada um desenvolveu diferentes técnicas e disciplinas artísticas submetidas em parte aos condicionamentos geográficos, climáticos e materiais de cada região.
Assim, embora no caso dos arquipélagos da Polinésia e Melanésia os materiais utilizados sejam variados - fibras vegetais, ossos, corais, penas de pássaros, madeira e conchinhas -, o mesmo já não ocorre com os aborígines australianos, limitados pela escassez do deserto. Também é possível
detectar diferenças estilísticas consideráveis, inclusive entre os povos mais próximos: os australianos se preocupam com o simbolismo religioso, os papuas acentuam a expressividade, e os polinésios, menos conservadores, buscam a novidade.

ARTE AFRICANA - IMPRESSÕES ANTROPOLÔGICAS

ARTE AFRICANA
Existem muitos preconceitos com relação à arte africana e à África em geral. A denominação genérica de africano engloba maior quantidade de raças e culturas do que a de europeu, já que no continente africano convivem dez mil línguas, distribuídas entre quatro famílias, que são as principais. Daí ser particularmente difícil encontrar os traços artísticos comuns, embora, a exemplo da Europa, se possa falar de um certo aspecto identificador que os diferencia dos povos de outros continentes.
O fato de os primeiros colonizadores terem subestimado essas culturas e considerado suas obras meras curiosidades exóticas, provocou um saque sem sentido na herança cultural desse continente. Recentemente, no século XX, foi possível, graças à antropologia de campo e aos especialistas em arte africana, organizar as coleções dos museus europeus. Mas o dano já estava
feito. Muitos objetos ficaram sem classificação, não se conhecendo assim seu lugar de origem ou simplesmente ignorando-se sua função.
E isso é muito importante para a análise da obra. A arte africana é eminentemente funcional. Mais ainda, não pode ser entendida senão com base no estudo da comunidade que a produziu e de suas crenças religiosas. Basicamente os povos africanos eram animistas, prestavam culto
ao espírito de seus antepassados. Outros chegaram a criar verdadeiros panteões de deuses, existindo também os povos monoteístas. Some-se a isso a influência dos primeiros colonizadores portugueses, que cristianizaram várias regiões.
O auge da arte africana na Europa surgiu com as primeiras vanguardas, especificamente os fauvistas e os expressionistas. Estes, além de reconhecer os valores artísticos das peças africanas,
tentaram imitá-las, embora sempre sob a ótica de suas próprias interpretações, algo que colaborou em muitos casos, para a distorção do verdadeiro sentido das obras.
Entre as peças mais valorizadas atualmente estão, apenas para citar algumas, as esculturas de arte das culturas fon, fang, ioruba e bini, e as de Luba.

quarta-feira, janeiro 23, 2008

Valdemir Jose da Costa I

Manual prático de como se fazer um poema em dez lições:

1ª. Lição: O poeta precisa se desligar do mundo, ficar em coma, de preferência físico, mas se não der pode ser alcoólico. Escrever como se estivesse em uma cadeira elétrica e se eletrocutasse a cada 5 segundos.

2ª. Lição: O poeta não pode ter medo de nada, o poema precisa ser poderoso, meio mafioso, o poeta precisa escrever como se estivesse se afogando em algo gostoso.

3ª. Lição: O poeta precisa escrever algo diferente, inusitado e ao mesmo tempo algo que todos conheçam. Algo perfeito e raro como um diamante ou prático e comum como um rolo de barbante.

4ª. Lição: O poeta precisa ser incisivo, específico e ao mesmo tempo superficial. Falar de um assunto sem dizer coisa alguma e ser compreendido, falar de vários assuntos com o mesmo tema ou variar o tema, mas manter o assunto. Ser prolixo sem falar absolutamente nada.

5ª. Lição: O poeta precisa sair do nada e ir em direção ao infinito. Não se importando se no final o poema ficará feio ou bonito, na verdade o poeta não pode se preocupar nem com a sua própria vida.

6ª. Lição: O poeta não pode ter escrúpulos, não poupe ninguém, mate todos no final, afinal! Estamos em guerra contra o aqui e o agora. Não pense, nem mire, só atire. Se acertar tudo bem, se não vá embora.
7ª. Lição: O poeta não precisa entender o poema, poema não precisa ser entendido, nem explicado. Poema é para ser sentido, cheirado, comido, como olhos de peixe, manga madura e jiló. Poesia é pimenta! Não é alimento, não sustenta, como leite em pó.

8ª. Lição: O poeta deve desconfiar de tudo, o poema precisa ser sujo. Ser bosta na forma de adubo. Sórdido como o vôo perfeito do super-men, sagrado como NY, São Paulo, Greenwich e Jerusalém.
9ª. Lição: O poeta precisa ser sem vergonha, fumar maconha, injetar na veia, ouvir o canto da sereia, andar pelado, nadar suado, se embriagar com o nada e se afogar no vazio.
10ª. Lição: O poeta não pode procurar a verdade, ele precisa ser a verdade, maciço com como o granito, mole como pipoca. Ser de rio e de mar como uma pororoca.

Na verdade o poema verdadeiramente poético é superficialmente abissal, metodicamente visceral, é o arquétipo de si. É o bem e o mal mastigados na boca de um dragão. É a antítese do sim, mas não é um não.


Bloco domiciliar cinco Meriti, Estado Continente Rio de Janeiro, 06 de
Janeiro de 3495.
Valdemir Jose da Costa

sábado, dezembro 22, 2007

FANZINES

CORAÇÃO DE PAPEL

Vocês sabiam que houve uma época que não havia celular e tínhamos que ir para as ruas sem nenhum tipo de contato com ninguém? No máximo havia o Pager... Lembram? Lembram das fichas dos orelhões? Vocês lembram que antigamente não podíamos fazer cópias piratas de discos de vinil na nossa casa? Tínhamos que economizar nossos cruzeiros e cruzados para comprar o ultimo lançamento do nosso artista preferido? Ou no máximo gravar numa fita Basf? E vc´s lembram que antes dos blogs havia uma coisa chamada fanzine e que quando alguns malucos (isso me inclui) queriam “disseminar” cultura ou algumas idéias peculiares tinham que arrumar folhas de A4, grampeador, tempo, pesquisar textos em livros, criar textos, conhecer pessoas que também tinham textos, criar uma arte (as vezes de gosto duvidoso) e o mais interessante... Essas pessoas tinham que levar esse Frankenstein de papel ao encontro das pessoas... Isso mesmo... não eram elas que procuravam, nós que tínhamos que ser chatos e oferecer para os outros. Bom gostaria de prestar uma homenagem a todos os fanzines que ganhei e a todos os donos de fanzines que sempre buscaram expandir suas mentes no papel e expandir a mente dos outros pelo mundo afora. Abaixo fotos de alguns fanzines de um “distante pouco tempo”.

Um grande Salve para

SAGARANA (Ângela Nobre)

FOLHA CULTURAL PATAXÓ

POESIA E COMPANHIA (Thiago Mattos, Raquel e Reynaldo).

GAMBIARRA PROFANA

ATITUDE !

CENTRO DE INTERCAMBIO CULTURAL “MARTÍ POPULAR”

CAROÇO

INVASOR

Entre Outros


Helio Andrade

segunda-feira, novembro 05, 2007

HERIK ROCHA I

SÍNCOPE

Segue abaixo algumas obras do artista plástico, desenhista, músico (entre outras qualidades artísticas) Herik Rocha, apreciador de sk8, ex-guitarrista da banda "Meio Torpe", figura pensante e questionadora presenteia nosso querido blog com uma série de obras chamada SÍNCOPE, onde sua mente viaja por caminhos solitários e improváveis e onde vemos ondas do inconsciente impressos e navegando na net juntamente conosco.

apreciem abaixo nove obras. Viva a Cultura.

segunda-feira, outubro 08, 2007

EDGAR ALLAN POE

O CORVO
      (de Edgar Allan Poe)

    Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,
    Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais,
    E já quase adormecia, ouvi o que parecia
    O som de algúem que batia levemente a meus umbrais.
    "Uma visita", eu me disse, "está batendo a meus umbrais.

    É só isto, e nada mais."

    Ah, que bem disso me lembro! Era no frio dezembro,
    E o fogo, morrendo negro, urdia sombras desiguais.
    Como eu qu'ria a madrugada, toda a noite aos livros dada
    P'ra esquecer (em vão!) a amada, hoje entre hostes celestiais -
    Essa cujo nome sabem as hostes celestiais,

    Mas sem nome aqui jamais!

    Como, a tremer frio e frouxo, cada reposteiro roxo
    Me incutia, urdia estranhos terrores nunca antes tais!
    Mas, a mim mesmo infundido força, eu ia repetindo,
    "É uma visita pedindo entrada aqui em meus umbrais;
    Uma visita tardia pede entrada em meus umbrais.

    É só isto, e nada mais".

    E, mais forte num instante, já nem tardo ou hesitante,
    "Senhor", eu disse, "ou senhora, decerto me desculpais;
    Mas eu ia adormecendo, quando viestes batendo,
    Tão levemente batendo, batendo por meus umbrais,
    Que mal ouvi..." E abri largos, franqueando-os, meus umbrais.

    Noite, noite e nada mais.

    A treva enorme fitando, fiquei perdido receando,
    Dúbio e tais sonhos sonhando que os ninguém sonhou iguais.
    Mas a noite era infinita, a paz profunda e maldita,
    E a única palavra dita foi um nome cheio de ais -
    Eu o disse, o nome dela, e o eco disse aos meus ais.

    Isso só e nada mais.

    Para dentro então volvendo, toda a alma em mim ardendo,
    Não tardou que ouvisse novo som batendo mais e mais.
    "Por certo", disse eu, "aquela bulha é na minha janela.
    Vamos ver o que está nela, e o que são estes sinais."
    Meu coração se distraía pesquisando estes sinais.

    "É o vento, e nada mais."

    Abri então a vidraça, e eis que, com muita negaça,
    Entrou grave e nobre um corvo dos bons tempos ancestrais.
    Não fez nenhum cumprimento, não parou nem um momento,
    Mas com ar solene e lento pousou sobre os meus umbrais,
    Num alvo busto de Atena que há por sobre meus umbrais,

    Foi, pousou, e nada mais.

    E esta ave estranha e escura fez sorrir minha amargura
    Com o solene decoro de seus ares rituais.
    "Tens o aspecto tosquiado", disse eu, "mas de nobre e ousado,
    Ó velho corvo emigrado lá das trevas infernais!
    Dize-me qual o teu nome lá nas trevas infernais."

    Disse o corvo, "Nunca mais".

    Pasmei de ouvir este raro pássaro falar tão claro,
    Inda que pouco sentido tivessem palavras tais.
    Mas deve ser concedido que ninguém terá havido
    Que uma ave tenha tido pousada nos meus umbrais,
    Ave ou bicho sobre o busto que há por sobre seus umbrais,

    Com o nome "Nunca mais".

    Mas o corvo, sobre o busto, nada mais dissera, augusto,
    Que essa frase, qual se nela a alma lhe ficasse em ais.
    Nem mais voz nem movimento fez, e eu, em meu pensamento
    Perdido, murmurei lento, "Amigo, sonhos - mortais
    Todos - todos já se foram. Amanhã também te vais".

    Disse o corvo, "Nunca mais".

    A alma súbito movida por frase tão bem cabida,
    "Por certo", disse eu, "são estas vozes usuais,
    Aprendeu-as de algum dono, que a desgraça e o abandono
    Seguiram até que o entono da alma se quebrou em ais,
    E o bordão de desesp'rança de seu canto cheio de ais

    Era este "Nunca mais".

    Mas, fazendo inda a ave escura sorrir a minha amargura,
    Sentei-me defronte dela, do alvo busto e meus umbrais;
    E, enterrado na cadeira, pensei de muita maneira
    Que qu'ria esta ave agoureia dos maus tempos ancestrais,
    Esta ave negra e agoureira dos maus tempos ancestrais,

    Com aquele "Nunca mais".

    Comigo isto discorrendo, mas nem sílaba dizendo
    À ave que na minha alma cravava os olhos fatais,
    Isto e mais ia cismando, a cabeça reclinando
    No veludo onde a luz punha vagas sobras desiguais,
    Naquele veludo onde ela, entre as sobras desiguais,

    Reclinar-se-á nunca mais!

    Fez-se então o ar mais denso, como cheio dum incenso
    Que anjos dessem, cujos leves passos soam musicais.
    "Maldito!", a mim disse, "deu-te Deus, por anjos concedeu-te
    O esquecimento; valeu-te. Toma-o, esquece, com teus ais,
    O nome da que não esqueces, e que faz esses teus ais!"

    Disse o corvo, "Nunca mais".

    "Profeta", disse eu, "profeta - ou demônio ou ave preta!
    Fosse diabo ou tempestade quem te trouxe a meus umbrais,
    A este luto e este degredo, a esta noite e este segredo,
    A esta casa de ância e medo, dize a esta alma a quem atrais
    Se há um bálsamo longínquo para esta alma a quem atrais!

    Disse o corvo, "Nunca mais".

    "Profeta", disse eu, "profeta - ou demônio ou ave preta!
    Pelo Deus ante quem ambos somos fracos e mortais.
    Dize a esta alma entristecida se no Éden de outra vida
    Verá essa hoje perdida entre hostes celestiais,
    Essa cujo nome sabem as hostes celestiais!"

    Disse o corvo, "Nunca mais".

    "Que esse grito nos aparte, ave ou diabo!", eu disse. "Parte!
    Torna á noite e à tempestade! Torna às trevas infernais!
    Não deixes pena que ateste a mentira que disseste!
    Minha solidão me reste! Tira-te de meus umbrais!
    Tira o vulto de meu peito e a sombra de meus umbrais!"

    Disse o corvo, "Nunca mais".

    E o corvo, na noite infinda, está ainda, está ainda
    No alvo busto de Atena que há por sobre os meus umbrais.
    Seu olhar tem a medonha cor de um demônio que sonha,
    E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão há mais e mais,

    Libertar-se-á... nunca mais!

    clique aqui e saiba mais sobre Edgar Allan Poe

    (TRADUÇÃO)Fernando Pessoa

terça-feira, setembro 18, 2007

ANDRÉ BRITO II

Revolucionários Africanos

Revolucionários Africanos

Durantes centenas de anos, o imperialismo europeu saqueou povos e se apoderou dos recursos naturais de diversas regiões do continente africano. O legado deixado por esta absurda exploração, resultou para milhões de pessoas daquele continente, em miséria, fome, doenças, guerras civis, rivalidades étnicas, ditaduras e dependência econômica, até os tempos atuais.

Porém, há que se lembrar dos mais ilustres filhos da África, aqueles que lideraram um processo de resistência contra o colonialismo, a partir das décadas de 1950, 60 e 70. Nomes como Patrice Lumumba, Amílcar Cabral, Agostinho Neto e Steve Biko são imortais. Eis um pouco da história deles:

Patrice Lumumba

: Líder nacionalista africano e expoente da independência da atual República Democrática do Congo, liberto em relação à Bélgica. Fundou o MNC (Movimento Nacional Congolês) em 1958, sendo Primeiro-Ministro do país de junho a setembro de 1960. Passadas apenas dez semanas após sua eleição, seu governo foi derrubado, num golpe de estado e este herói vem a ser preso e assassinado sob tortura, em janeiro de 1961 pelas elites tribais apoiadas pela CIA dos EUA.

Amílcar Cabral

: Formado pelo Instituto Superior de Agronomia, em Lisboa, funda o PAIGC - Partido Africano para a Independência da Guiné e do Cabo Verde, em 1959. Quatro anos mais tarde, em 1963 se inicia o processo de guerrilha de libertação nacional contra o colonialismo de Portugal. Em janeiro de 1973, Amílcar Cabral é assassinado na capital Conacri, por dois membros inimigos inflitrados de seu próprio partido. Após sua morte a luta se intensifica e a independência de Guiné-Bissau é proclamada em Setembro do mesmo ano.

Agostinho Neto

: Médico angolano, formado em Lisboa, que em 1975 se tornou o primeiro Presidente de Angola até 1979. Ganhou em 1976 na União Soviética o Prêmio Lênin da Paz. Desde 1962, foi presidente de honra do Movimento Popular pela Libertação de Angola (MPLA), guerrilha marxista-leninista que lutou até a vitória contra o colonialismo de Portugal.

Steve Biko

: Líder do Movimento de Consciência Negra da África do Sul, morreu sob tortura, enquanto estava preso pela polícia sul-africana em setembro de 1977. Disse Nelson Mandela sobre ele: "Eles tinham que matá-lo para prolongar a vida do apartheid".

Eis agora um trecho de um poema de Agostinho Neto:


O Choro de África



O choro durante séculos
nos seus olhos traidores pela servidão dos homens
no desejo alimentado entre ambições de lufadas românticas
nos batuques choro de África
nos sorrisos choro de África
nos sarcasmos no trabalho choro de África


Texto por
ANDRÉ BRITO

segunda-feira, agosto 27, 2007

ISA I

Queria poder te contar o que sinto,
Mas não posso, pois nosso tempo acabou.
Como o vento que vem e que passa,
Deixa sua essência e nos permite aproveitá-lo.
Queria poder ver-te,
abraçar-te e contar como foi meu dia,
Saber como foi o seu e talvez te entender
Minha alma se prende a sua,
Deixa então o desejo de dois corpos
Que ânsia por prazer.
Queria poder te contar o que sinto,
Mas todas as vezes eu minto
Digo que está tudo bem e tal.
Estar sem você me faz tão mal.
Queria poder não sentir mais minhas lágrimas,
Esquecer um coração já abandonado,
Talvez enganado,
Coração que acreditava em sua fortaleza,
Hoje já não existe tanta certeza.

Isa Lima

sexta-feira, agosto 17, 2007

ANDRÉ BRITO I

Sobre a Guerra do Iraque

Vivenciamos há 4 anos, certamente, um dos maiores crimes da humanidade. Já passam dos 700 mil o número de iraquianos vitimados pela bestialidade imperialista norte-americana, que vem perdurando de 2003 a 2007.
Com o pretexto mentiroso da presença de armas de destruição em massa no Iraque, o governo fascista de Bush dos EUA, invadiu aquela nação, derrubou o regime de Saddam Hussein e se instalou lá. Desde então, detendo a maquinaria de guerra mais forte do planeta, os yankees vem promovendo um verdeiro genocídio contra homens, mulheres, crianças e idosos iraquianos. Assim, eles sim, os norte-americanos é que estão utilizando armas de destruição em massa, através de bombardeios, despejo de napalm em cidades, fora a violação de direitos humanos e da violência individual contra cidadãos do Iraque. Igualmente, vem ocorrendo também por parte dos invasores, o acirramento do ódio entre os grupos islâmicos sunitas contra xiitas e a permissão do saque de tesouros arqueológicos da Mesopotâmia, um crime histórico e algo asqueroso. E toda essa covardia e genocídio tem um motivo principal, que é a elite norte-americana se apoderar das reservas de petróleo e dos recursos naturais do Iraque.
Entretanto, há a heróica resistência do povo iraquiano, que não desiste e luta contra os invasores de seu país com orgulho e até a morte. Já chega perto dos 4 mil, o números de caixões mandados de volta para os EUA, entre soldados e oficiais abatidos, pelos libertadores da nação Iraque.

Viva a Gloriosa Resistência do Iraque e também do Afeganistão! Abaixo o Imperialismo!


ANDRÉ BRITO

terça-feira, agosto 14, 2007

SYLVIO NETO I

COSMOPOLITA NEGRO

Sou mitayo
a caminho da mina
sou da volante
que vai apagar Lampião
escravo urbano
engasgado com pão
habitante da cidade de plástico
colorida e alegre cidade
fantasiada a cantar o refrão
Uma mentira
que vai passar no Fantástico
sitiada
fardada
com fuzil AR 15 na mão
O argumento do menino faminto
taxa e juros simples
inflação composta
spread, crack, dow jones
bovespa, new york, nasdac
breack even point
da nação

Vivendo com pouco dinheiro

protegendo o sertão

sou messias anunciando o final
sou do partido do bem e do mal

sou jagunço talibã
capitão do mato
caçador de negão
condenado no corredor da morte

Um tacho de dúvidas
sem sorte vou guiando
na contra mão da história
sem acento, significado ou conclusão
hooligan, xiita, almocreve, Sebastião
Zumbí
poeta esquecido e mudo
cosmopolita negro
deste mundo

Sylvio Neto

quinta-feira, julho 19, 2007

RAQUEL I

UM ANO MAIS


Ah tempo!
Devolve a minha juventude!
Como eram bons os tempos
Em que discorria as palavras
Sob a volúpia das décadas remotas!
Hoje meus versos são nostálgicos

E remetem os jubilosos anos
Que já não voltam.
Tempos que me foram

Junto a pessoas que conheci
Com sonhos que, hoje,
Alguns vejo realizados,
Outros, ah outros!

Se foram com o passado.

Raquel Soares


terça-feira, julho 10, 2007

CLAUDIO "SAÚVA" II

PAISAGEM NATURAL

Uma noite
Igualmente ao entardecer
Com o nascer da Lua
Houve uma transformação
As trevas
Foram iluminadas
A noite tornou-se dia
Em um local especial
Por onde
Infâncias foram esquecidas
Juventude vivida
Tão intensamente
Quanto se o tempo não existisse
As horas se transformam
Em apenas
Um sussurrar no silêncio
entre duas pessoas
Que se entreolham
Sob o efeito
De estarem hipnotizadas
Pela luminosidade azulada
Da Lua cheia.

Cláudio “Saúva”.

domingo, junho 24, 2007

GUILHERME CABRAL I

Segue abaixo uma contribuição bastante interessante... uma letra de música escrita por Guilherme Cabral, grande figura de Nova Iguaçú, com seu devaneio poéticos bastante particular, Guilherme nos mostra uma letra de rara delicadeza e singeleza.
Tenho também a honra de anunciar em primeira mão a criação de um blog dele também, chamado ESTORIETA, www.estorieta.blogspot.com
Abaixo algumas palavras do próprio.

"Essa poesia retrata o momento em que encontrei a mulher da minha vida. Uma companheira que me deu o mais puro e verdadeiro amor... Eu acho que como quase nunca, consegui passar pro papel a melhor forma de representar nossa relação do nosso ponto de vista.As metáforas encontradas nessa letra são terminantemente vísiveis aos olhos de quem ama.Ou ao menos, se importa com outra pessoa dessa forma. Da forma como te amo e me importo com ela."

Metrô Pra Del Castilho


Olha, aqui eu vim
te ver
Enfrentei meu novo ser
Procuro um estar, em te encontrar
Mas quero mesmo te ter

Viajei pelo Saara
transgredi a vida clara
Sei que amor valeu a pena
Vida calma e serena,
vem ser feliz ao lado teu

Passei por Stockolmo
Eu voltei pra ver Macondo
Ve-la ruir, não me esqueci
Do meu amor por você
Tókio iluminada, linda!
Nova York, neve eu via
Só me serviu, pra me servir
Das flores que te mandei

E depois de tudo isso
Encontrei querido Rio
Peguei metrô, nem demorou
Pra chegar em del Castilho
Eu te encontrei meu amor

Letra:Guilherme Cabral

sábado, junho 09, 2007

KARL MARX

Karl Heinrich Marx (Tréveris, 5 de maio de 1818 — Londres, 14 de março de 1883) foi um intelectual alemão considerado um dos fundadores da Sociologia. Também podemos encontrar a influência de Marx em várias outras áreas tais como: filosofia, economia, história já que o conhecimento humano, em sua época, não estava fragmentado em diversas especialidades da forma como se encontra hoje. Teve participação como intelectual e como revolucionário no movimento operário, sendo que ambos (Marx e o movimento operário) influenciaram uns aos outros durante o período em que o autor viveu.

Atualmente é bastante difícil analisar a sociedade humana sem referenciar-se, em maior ou menor grau, à produção de Karl Marx, mesmo que a pessoa não seja simpática à ideologia construída em torno de seu pensamento intelectual, principalmente em relação aos seus conceitos econômicos.

CLIQUE AQUI E CONHEÇA MAIS SOBRE ESSE ÍCONE DO PENSAMENTO ECONÔMICO E SOCIAL.



segunda-feira, junho 04, 2007

POEMA COLETIVO III

Segue abaixo o poema coletivo criado a várias mãos no sétimo poesia na varanda

POEMA COLETIVO III

Porque EU?
Na escuridão
No clarão
Na lua
No abismo
No alto
Então quem sabe, eu?
No vão
Na contra mão
Quem sabe no NÃO?
Entre os carros quem vem e vão.
No som de uma canção
Feita por João
Num encontro
De asas e vento
Sangue e saliva
Sopa, sapato,
Sonho sadio
Simplesmente eu vivo
Simplesmente eu luto
EU, LUTO.
E não consigo
Sofro e não vivo
Espero a hora que não chega
Que quem sabe nem existe
Porque só eu?
Na escuridão que persiste me atormentar
Até a hora de a minha felicidade chegar.
Porque eu?
A pergunta que não quer calar.
Porque eu?
Que cheguei agora...Tenho que terminar?
Nem sei se mereço!
Ah! E isso não é o fim
E sim o começo!
Talvez sim
Talvez não.

POESIA NA VARANDA