Ah tempo! Devolve a minha juventude! Como eram bons os tempos Em que discorria as palavras Sob a volúpia das décadas remotas! Hoje meus versos são nostálgicos E remetem os jubilosos anos Que já não voltam. Tempos que me foram Junto a pessoas que conheci Com sonhos que, hoje, Alguns vejo realizados, Outros, ah outros! Se foram com o passado.
Uma noite Igualmente ao entardecer Com o nascer da Lua Houve uma transformação As trevas Foram iluminadas A noite tornou-se dia Em um local especial Por onde Infâncias foram esquecidas Juventude vivida Tão intensamente Quanto se o tempo não existisse As horas se transformam Em apenas Um sussurrar no silêncio entre duas pessoas Que se entreolham Sob o efeito De estarem hipnotizadas Pela luminosidade azulada Da Lua cheia.
Segue abaixo uma contribuição bastante interessante... uma letra de música escrita por Guilherme Cabral, grande figura de Nova Iguaçú, com seu devaneio poéticos bastante particular, Guilherme nos mostra uma letra de rara delicadeza e singeleza. Tenho também a honra de anunciar em primeira mão a criação de um blog dele também, chamado ESTORIETA,www.estorieta.blogspot.com Abaixo algumas palavras do próprio.
"Essa poesia retrata o momento em que encontrei a mulher da minha vida. Umacompanheira que me deu o mais puro e verdadeiro amor...Eu acho que como quase nunca, consegui passar pro papel a melhor forma derepresentar nossa relação do nosso ponto de vista.As metáforas encontradasnessa letra são terminantemente vísiveis aos olhos de quem ama.Ou ao menos,se importa com outra pessoa dessa forma. Da forma como te amo e me importocom ela." Metrô Pra Del Castilho
Olha, aqui eu vim
te ver Enfrentei meu novo ser
Procuro um estar, em te encontrar
Mas quero mesmo te ter
Viajei pelo Saara transgredi a vida clara Sei que amor valeu a pena Vida calma e serena, vem ser feliz ao lado teu
Passei por Stockolmo Eu voltei pra ver Macondo Ve-la ruir, não me esqueci Do meu amor por você Tókio iluminada, linda! Nova York, neve eu via Só me serviu, pra me servir Das flores que te mandei
E depois de tudo isso Encontrei querido Rio Peguei metrô, nem demorou Pra chegar em del Castilho Eu te encontrei meu amor
Karl Heinrich Marx (Tréveris, 5 de maio de 1818 — Londres, 14 de março de 1883) foi um intelectual alemão considerado um dos fundadores da Sociologia. Também podemos encontrar a influência de Marx em várias outras áreas tais como: filosofia, economia, história já que o conhecimento humano, em sua época, não estava fragmentado em diversas especialidades da forma como se encontra hoje. Teve participação como intelectual e como revolucionário no movimento operário, sendo que ambos (Marx e o movimento operário) influenciaram uns aos outros durante o período em que o autor viveu.
Atualmente é bastante difícil analisar a sociedade humana sem referenciar-se, em maior ou menor grau, à produção de Karl Marx, mesmo que a pessoa não seja simpática à ideologia construída em torno de seu pensamento intelectual, principalmente em relação aos seus conceitos econômicos.
Segue abaixo o poema coletivo criado a várias mãos no sétimo poesia na varanda
POEMA COLETIVO III
Porque EU? Na escuridão No clarão Na lua No abismo No alto Então quem sabe, eu? No vão Na contra mão Quem sabe no NÃO? Entre os carros quem vem e vão. No som de uma canção Feita por João Num encontro De asas e vento Sangue e saliva Sopa, sapato, Sonho sadio Simplesmente eu vivo Simplesmente eu luto EU, LUTO. E não consigo Sofro e não vivo Espero a hora que não chega Que quem sabe nem existe Porque só eu? Na escuridão que persiste me atormentar Até a hora de a minha felicidade chegar. Porque eu? A pergunta que não quer calar. Porque eu? Que cheguei agora...Tenho que terminar? Nem sei se mereço! Ah! E isso não é o fim E sim o começo! Talvez sim Talvez não.
Como diria a letra de uma música do grupo Argentino Actitud Maria marta: "Hijo mío que mundo le a tocao p'caminar ?" ...Bom, acredito que nós, os hermanos, brasileiros, da baixada, contra tudo e todos estamos fazendo nossa parte... Mais um POESIA NA VARANDA realizado com sucesso e louvor e este com um agravante totalmente salutar e feliz, o aniversário do patrono do evento, SYLVIO NETO (gostou do termo Sylvio?), mais uma noite recheada de pensamentos afiados e ao mesmo tempo tênues e sublimes que fez com que todos os presentes, que irei citar logo abaixo, compusessem uma alta roda de debates e lirismo musical e poética, também temos algumas fotos do evento, gostaria de me desculpar quanto a falta de fotos, pois neste, infelizmente não havia ninguém com máquina digital, apenas o fiel escudeiro de Sylvio Neto, o sempre discreto Caio, seu filho (Caio... Valeu pelas fotos !!), e nopróximo post teremos mais um POEMA COLETIVO feito a várias mãos pelos presentes.
CEZAR RAI (DESMAIO PÚBLIKO) POETA, PENSADOR E NESTE DIA ANIVERSARIANTE SYLVIO NETO, JUNTAMENTE COM CLEIDE (ARTISTA PLÁSTICA) EU, HELIO ANDRADE, APROVEITANDO A BRISA DOS DEUSES...RS
GABIRÚ ROBSON (MÚSICO)
TIVEMOS TAMBÉM O LANÇAMENTO DO LIVRO DO ESCRITOR MÁRCIO RUFINO
SLOW (RAPPER E ATIVISTA SOCIAL)
também contamos com JUSSARA, MÁRCIA, ANDERSON, ANDRÉ, ROGER HITZ (CAÔ DE RAIZ), JOSY, MARIANA, FLÁVIA, HENRIQUE e outros lembrarei e colocarei também nesta lista.
Os marujos estão chegando. É hora de assalto na Praça Mauá. Ao longe imponente, A ponte, vibrando, Recebe em seu leito, Mil homens de sonhos Que vão e que voltam Em busca da vida, E outros que pagam O funesto pedágio E saltam, pirados, Em busca da morte, Nos braços do mar. É hora de assalto na Praça Mauá. Sirenes tocando e o cerco total. Seis tiros! Dez tiros! Ninguém sabe ao certo o saldo final. O Sol vai fugindo... Mulheres na rua Procuram apressadas o rumo do lar. Tempero, panela, na globo, a novela. “Meu Bem, vem jantar”. A noite abafou Com sua chegada O Selvagem conflito Passou abraçado Com a Dama da Noite.
A um ano atrás resolvi pegar meu antigo fanzine feito em folha de oficio onde teve uma circulação modesta porém bastante empolgante, era um fanzine onde eu tinha a idéia de que qualquer pessoa pode dar sua opinião, criticar, mostrar suas rosas ou seus espinhos, resolvi pegar este fanzine que se chamava LA CARTA ENTRELINHAS e resolvi transforma-lo em bytes e bit´s fazer com que a idéia navegasse na web, então munido de poucas ferramentas e muita vontade coloquei a prova minha força de vontade em meio a certas atribulações pessoas que estava passando e lancei o meu blog ou como meu camarada Sylvio Neto chama “revista eletrônica” www.lacartaentrelinhas.blogspot.com e logo de cara tive diversos comentários e palavras de incentivo para que continuasse, que os textos e o visual estava legal, e munido desta gasolina reeditei todas as matérias, crônicas, poesias e opiniões que já estavam no antigo fanzine (a bem da verdade faltam alguns ainda), mas enfim, estamos a 1 ano nessa labuta prazerosa que é tentar levar a todos textos e materias de ilustres conhecidos como os grandes ícones da pintura, literatura, política e etc, e ilustres desconhecidos também, como eu e vc.
Gostaria de agradecer a todos que me deram força e óbvio.. Mandar a merda todo mundo que com inveja e parasitismo tenta poluir essa luta de formiguinha contra a apatia cerebral.
Parabenizando La Carta Entrelinhas, espaço cultural e democrático (atualmente algo raro), eu, ANDRÉ B. COSTA, de Niterói – RJ, gostaria de colaborar com:
MAIS UM PLANO DELES
Segundo o Tio Sam, a criação do chamado "Plano Colômbia” tem como objetivo acabar com a produção de entorpecentes existentes naquele País. Alegam eles, que boa parte da droga, lá produzida, penetra em território norte-americano para abastece o tráfico nas famosas “big cities”. Assim, embasados em tal alegação, os governantes dos EUA, junto a Central de inteligência americana (CIA), vem injetando muita grana no governo colombiano e capacitando altamente, através de treinamento, o exercito daquele país. Contudo, todo esse circo montado, vem encobrir a principal razão pela qual os EUA, mais uma vez, se intromete nos assuntos internos de nações da América Latina (a qual considera seu quintal): o temor pelo crescimento das FARC – forças armadas revolucionárias da Colômbia. Por sua vez, esta é uma poderosa guerrilha de orientação Marxista-leninista que atualmente ocupa 40% do território colombiano e conta com cerca de 15 mil combatentes, entre homens e mulheres. O imperialismo yankee, pra variar, sempre incomodado pela “ameaça vermelha”, usa de inúmeros artifícios com o propósito de caluniar e denegrir a imagem da guerrilha; chegando ao inescrupuloso ponto de contratar mercenários para matar civis inocentes, numa tentativa de jogar a culpa nas farcs. Os meios de comunicação, comprando o discurso dos estados unidos, o que é algo explicável, já que são de propriedade da classe dominante, veiculam toda a farsa a respeito dos guerrilheiros colombianos. Contrapondo-se energeticamente a isso, resta a nós, do setor estudantil da sociedade, denunciar a verdade à grande massa, no caso, brasileira, explicando a esta que a luta empreendida pelos combatentes das FARC tem como meta a libertação do nocivo sistema capitalista, explorador e opressor.
Segue abaixo algumas fotos e mais um vídeo da sexta edição do POESIA NA VARANDA que ocorreu no dia 10 de março, bem como outro poema coletivo germinado nas entranhas dos desavisados boêmios da baixada...
Mentes em ebulição, insanidade na madrugada. Embriagados de palavras, que não levam a lugar nenhum, Nós, sedentos de algo, que querem dizer alguma coisa.
Oiza, mulza, louça, maluca, noite lúcida! Viu? Ouviu? Sentiu? Ai ai compadre.. Estamos ou somos?
Me sinto toda, EU fora de mim. Vejo o que não sou! Inacreditável, como não preciso ser o que deveria. Como transformar esta vida Naquilo que deveria ser Uma morte anestesiada ou uma vida desregrada Uma vida Uma noite No meio de nada Uma estrela Uma lua E minha amada.
Poema coletivo II criado por Tony Maneiro, Waldemir, Cláudio “saúva”, Gisele, Josy, Helio Andrade e Isabela.
Segue abaixo algumas fotos e videos da sexta edição do POESIA NA VARANDA, ocorreu no ultimo dia 10 de março DE 2007, optamos por neste evento, nos utilizar do formato “mesa redonda”, onde transbordamos nossos textos, em meio a debates calorosos, tivemos pontos de vista e retóricas variadas e interessantes, desta vez conseguimos adentrar a noite e lamos o poesia na varanda para os bares de Belford Roxo, onde continuamos nossos devaneios líricos e poluímos a mesmice com versos e sonhos obtusos, criamos ao longo dessa desventura um poema coletivo feito a várias mãos que também segue abaixo.
Gostaria de dedicar o evento e o poema coletivo ao grande Sylvio neto que por questões de cunho pessoal não pode
comparecer mas estava com certeza
no coração de todos... abração Sylvio !!!
POEMA COLETIVO
Sorvo o orvalho A Lua brilha, A Brisa da Noite Teu corpo acaricia Escravo por opção Me embriago em seu Lago A mente turva
Meu sangue congela
Minha língua ferina
Penso eu teu corpo desnudo
Frio e denso, sempre desnudo
Me ame,
Quando eu menos merecer,
Pois é quando mais preciso Mas onde estamos ?
Asfalto, sereno, sobreçalente e intenso Ouço a música de minha alma, Ritmicando todo meu ser Me torno algo, que nem sei,
Alguma coisa entre o aqui e ali,
Sinto-me perdido e em desarmonia Queria ter o poder De traduzir em palavras escritas o que vai em minha alma, Nesse momento, abstrato, Ao mesmo tempo pesado, invisível Para os olhos alheios, Inevitável e vital para o meu próprio coração.
Criado por As tantas da madruga por Helio Andrade, Josy, Queli, Gisele, Cláudio “Saúva”, Valdemir, Tony Maneiro e Isa Lima.
Ao nascer, o bebê humano é recebido num mundo de cultura e linguagem que o antecede e ao qual necessita de acesso. Porém, falta-lhes o equipamento necessário para tal. Sua prematuração ímpar, cria uma necessidade de existência. É nesse espaço que se situa a aprendizagem humana que estará marcada de forma indelével pela história de seus relacionamentos. Assim é importante considerar que a aprendizagem tem papel na construção do sujeito humano, que se dá sempre pela intermediação de outro (primeiro pela mãe, lugar de excelência), depois pelos demais representantes da cultura.
Vivemos numa sociedade em que as caracteristicas do individualismo se fazem presentes, bem mais que o compromisso coletivo. No mundo atual, em que a luta pela sobrevivência se torna cada vez mais necessária o individualismo é encontrado em toda a parte, diante de uma visão pessimista, prefere-se viver a própria vida, não se preocupando com a situação do outro. Mantendo-se a distância, deixa-se de lado a capacidade que cada um tem, de ajudar o próximo e com isso tornar o mundo mais humano. Mesmo o individualismo sendo uma característica predominante no mundo em que vivemos, não podemos nos isolar, pois somos seres que dependem uns dos outros.